O Ibovespa ensaiou uma forte alta nesta terça-feira (4), chegando a saltar 1,5% e superar a marca histórica de 180 mil pontos, mas perdeu fôlego ao longo do pregão, amenizando os ganhos com a queda do petróleo no mercado internacional. O movimento reflete a cautela dos investidores antes da decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) e a repercussão dos balanços corporativos.
Alta inicial e reversão
Nos primeiros minutos de negociação, o principal índice da bolsa brasileira atingiu os 180.000 pontos pela primeira vez, impulsionado pelo otimismo com o cenário doméstico e pela entrada de fluxo estrangeiro. No entanto, a desvalorização do barril de petróleo no exterior, que chegou a cair mais de 3% após declarações do secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, sobre um possível acordo comercial, pressionou as ações de petroleiras como Petrobras, Brava e PRIO, que recuaram fortemente.
Impacto da queda do petróleo
A queda do petróleo Brent, que virou para baixo e passou a cair cerca de 3%, afetou diretamente os papéis do setor. A Petrobras (PETR4) liderou as perdas, seguida por Brava Energia e PRIO, que tiveram desvalorização expressiva. Esse movimento contribuiu para que o Ibovespa reduzisse os ganhos, fechando em alta mais modesta, mas ainda acima dos 179 mil pontos.
Expectativa com Copom e balanços
Os investidores também monitoram a reunião do Copom, que deve decidir sobre a taxa Selic nesta quarta-feira (5). A expectativa é de manutenção dos juros, mas o comunicado será analisado de perto em busca de sinais sobre o futuro da política monetária. No cenário corporativo, o destaque fica para os balanços do Bradesco e de outras empresas, que podem influenciar o humor do mercado nos próximos dias.
Análise técnica
Segundo analistas técnicos, o Ibovespa encontra resistência na região dos 180 mil pontos, mas os suportes estão estabelecidos em 178 mil e 176 mil pontos. O mini-índice (WINQ26) pode retomar a alta se conseguir sustentar os níveis atuais, enquanto o minidólar (WDOU26) opera com volatilidade, com suportes e resistências bem definidos.
O mercado segue atento aos desdobramentos geopolíticos, especialmente as tensões entre EUA e Irã, que podem afetar os preços do petróleo e, consequentemente, os ativos brasileiros. Apesar da alta inicial, a cautela deve prevalecer até que haja mais clareza sobre o cenário externo e as decisões de política monetária no Brasil.



