Estoques de petróleo nos EUA caem muito mais que o esperado
Estoques de petróleo nos EUA caem 7,1 milhões de barris

Os estoques de petróleo nos Estados Unidos registraram uma queda expressiva de 7,167 milhões de barris na semana encerrada em 24 de julho, totalizando 404,508 milhões de barris, conforme relatório do Departamento de Energia (DoE) divulgado nesta quarta-feira, 29. O resultado surpreendeu analistas consultados pelo The Wall Street Journal, que projetavam uma redução modesta de apenas 600 mil barris no período. A queda acentuada reflete uma combinação de forte demanda por derivados e um ritmo acelerado de atividade nas refinarias, que operam perto de sua capacidade máxima.

Gasolina e destilados desafiam projeções

No segmento de gasolina, os estoques subiram ligeiramente em 7 mil barris, atingindo 211,301 milhões de barris, contrariando a expectativa de queda de 800 mil barris. Esse aumento, embora pequeno, indica que a oferta do combustível está conseguindo acompanhar a demanda, mesmo com a temporada de verão nos EUA, quando o consumo de gasolina geralmente atinge picos. Já os estoques de destilados, que incluem diesel e óleo para aquecimento, tiveram alta de 1,062 milhão de barris, para 110,632 milhões de barris, superando amplamente a previsão de recuo de 300 mil barris.

Utilização das refinarias e produção

A taxa de utilização da capacidade das refinarias subiu de 96,1% para 97,2%, contrariando a projeção de queda para 95,8%. Esse aumento reflete a alta demanda por derivados e a capacidade das refinarias de processar petróleo bruto em produtos acabados. O centro de distribuição de Cushing, em Oklahoma, ponto de referência para o petróleo bruto negociado na NYMEX, viu seus estoques diminuírem em 771 mil barris, para 18,599 milhões de barris. A produção média diária de petróleo nos EUA manteve-se estável em 17,336 milhões de barris por dia, indicando que os produtores continuam operando em níveis elevados, mas sem grandes aumentos.

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Contexto de mercado

Os dados do DoE são acompanhados de perto por investidores e traders, pois influenciam diretamente os preços do petróleo e de seus derivados. A queda nos estoques de petróleo bruto, combinada com o aumento na utilização das refinarias, sugere um mercado apertado, o que pode sustentar preços elevados. No entanto, a alta nos estoques de gasolina e destilados pode amenizar pressões inflacionárias sobre os combustíveis. O relatório foi divulgado em um momento de expectativa pela decisão de juros do Federal Reserve, que também afeta o apetite por ativos de risco como o petróleo. O dólar à vista encerrou a sessão com alta de 0,17%, cotado a R$ 5,1219, refletindo a cautela dos mercados. Fonte: Dow Jones Newswires.

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