Bolsas de NY fecham em alta com semicondutores e Microsoft disparando 15%
Bolsas de NY sobem com semicondutores e Microsoft

As bolsas de Nova York encerraram o pregão desta quinta-feira, 30 de janeiro, em território positivo, recuperando parte das perdas acumuladas na sessão anterior, realizada após a decisão do Federal Reserve (Fed) sobre a taxa de juros. O movimento de alta foi liderado pelo setor de semicondutores e pelos papéis da Microsoft, que reagiram com entusiasmo à divulgação dos balanços trimestrais na véspera.

Principais índices em alta

O Dow Jones, referência da bolsa de Nova York, avançou 1,19%, fechando aos 52.209,57 pontos. O S&P 500, que reúne as 500 maiores empresas americanas, subiu 1,67%, para 7.437,98 pontos. Já o Nasdaq, de perfil mais tecnológico, registrou ganho expressivo de 2,78%, encerrando em 25.122,18 pontos.

Microsoft impulsiona mercado com crescimento de nuvem e IA

As ações da Microsoft dispararam 15% após a bigtech reportar expansão do negócio de nuvem Azure e o que chamou de “gastos responsáveis” com inteligência artificial. Segundo o Bank of America, o destaque do balanço foi a validação crescente da estratégia da empresa em inteligência artificial (IA). O otimismo em torno da Microsoft impulsionou todo o setor de tecnologia.

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Semicondutores acompanham o rali

Na esteira do resultado positivo da Microsoft, os papéis do setor de semicondutores também reagiram fortemente. O ETF iShares Semiconductor (SOXX) saltou mais de 8%. Entre as fabricantes de chips, a Micron Technology avançou 18% e a AMD registrou alta de 13%. O desempenho reflete a percepção do mercado de que as empresas com maior capacidade de monetizar investimentos em IA são as mais beneficiadas.

Meta e Qualcomm recuam com balanços decepcionantes

Em contraste, as ações da Meta Platforms caíram 7,9% e as da Qualcomm recuaram 2,6%, após a divulgação de balanços considerados decepcionantes. O movimento oposto entre Microsoft e Meta evidencia a divergência na capacidade de converter gastos com inteligência artificial em crescimento e rentabilidade, conforme apontam analistas.

Mercado ignora tensões geopolíticas

Wall Street se descolou do noticiário bélico no Oriente Médio. A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) afirmou que retaliará os Estados Unidos ainda hoje, depois que os americanos concluíram o que chamaram de uma “intensa onda de ataques” contra o país persa, iniciada na noite anterior. Apesar das ameaças, os índices mantiveram trajetória positiva.

Foco em dados domésticos e Fed

Os investidores mantiveram a atenção voltada para a agenda econômica doméstica. O Fed manteve a taxa de juros inalterada pela quinta reunião consecutiva, mas desta vez a decisão não foi unânime, aumentando a incerteza sobre os próximos passos. O Goldman Sachs, no entanto, manteve a expectativa de que o banco central americano preserve os juros estáveis ao longo de todo o restante de 2026.

Nos indicadores divulgados, o índice de preços de gastos com consumo (PCE) de junho ficou em linha com as expectativas, enquanto o núcleo do indicador avançou menos do que o projetado. A primeira leitura do PIB do segundo trimestre mostrou desaceleração da economia americana. Já no mercado de trabalho, os pedidos semanais de auxílio-desemprego ficaram abaixo das projeções dos analistas.

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