Uma fêmea de golfinho-de-Fraser foi resgatada na tarde de quarta-feira (29) após encalhar na faixa de areia do bairro Aviação, em Praia Grande, no litoral de São Paulo. O animal, que media cerca de dois metros de comprimento e pesava aproximadamente 110 quilos, apresentava lesões cutâneas, desidratação, magreza e um quadro respiratório severo, conforme informou o Instituto Gremar.
Resgate e primeiros socorros
Banhistas que estavam na praia avistaram o golfinho e acionaram imediatamente o guarda-vidas de plantão. O resgate foi realizado pelo Instituto Biopesca, com apoio do Grupamento de Bombeiros Marítimos (GBMar). A equipe estabilizou o animal na areia e o encaminhou ao hospital veterinário do Instituto Gremar, localizado em Guarujá (SP).
No hospital, os veterinários constataram o estado grave da fêmea. Ela passou a receber tratamento especializado e segue sob monitoramento 24 horas por dia. As equipes acompanham a evolução do quadro de saúde, que ainda é considerado delicado.
Espécie rara na região
Segundo o Instituto Biopesca, o golfinho-de-Fraser (Lagenodelphis hosei) é uma espécie que habita águas oceânicas profundas e raramente se aproxima da costa. Este foi o primeiro registro de encalhe dessa espécie nas praias de Praia Grande, Mongaguá, Itanhaém e Peruíbe, de acordo com a entidade. O fato surpreendeu os pesquisadores, que destacam a importância do monitoramento de encalhes para a conservação marinha.
A ocorrência também chamou a atenção para os cuidados com a fauna marinha na região. O Grupamento de Bombeiros Marítimos reforçou a orientação para que, ao encontrar animais marinhos encalhados ou em situação de risco, a população evite qualquer tipo de intervenção direta. A recomendação é manter distância do animal e acionar imediatamente os órgãos competentes ou os guarda-vidas mais próximos.
Tratamento e recuperação
O Instituto Gremar informou que a fêmea está sendo submetida a exames complementares e recebendo medicação para tratar as lesões cutâneas e o quadro respiratório. A hidratação e a nutrição estão sendo feitas por via intravenosa, já que o animal ainda não se alimenta sozinho. A equipe veterinária permanece em alerta, pois a recuperação de golfinhos encalhados é complexa e exige cuidados intensivos.
O caso reforça a importância do trabalho integrado entre instituições de pesquisa, órgãos públicos e a comunidade para a preservação da vida marinha. O Instituto Biopesca e o Gremar seguem monitorando a situação e divulgarão atualizações sobre o estado de saúde do animal.



