Arrecadação federal atinge R$ 1,58 tri no 1º semestre, maior valor desde 1995
Arrecadação federal recorde de R$ 1,58 tri no 1º semestre

A arrecadação de impostos e contribuições federais atingiu R$ 1,58 trilhão no primeiro semestre de 2026, o maior valor registrado para o período desde o início da série histórica, em 1995. O montante representa um aumento real de 8,2% em relação ao mesmo período do ano anterior, descontada a inflação.

Crescimento econômico impulsiona receita

De acordo com a Receita Federal, o resultado recorde é reflexo da aceleração da atividade econômica, com destaque para o aumento do consumo das famílias e dos investimentos. A arrecadação do Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) cresceu 12,4% no semestre, impulsionada pelo lucro das empresas.

“Os números mostram que a economia está em trajetória de crescimento sustentável, com geração de empregos e aumento da renda. Isso se reflete diretamente na arrecadação”, afirmou o secretário da Receita Federal, João Batista Freitas.

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Recuperação do mercado de trabalho contribui

A arrecadação do Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) sobre rendimentos do trabalho teve alta de 9,5%, beneficiada pelo aumento do número de empregados com carteira assinada e pela elevação da massa salarial. O PIS/Cofins, que incide sobre o faturamento das empresas, cresceu 7,8% no período.

O bom desempenho da arrecadação também foi influenciado pelo aumento de 15% na arrecadação do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), especialmente nos setores automotivo e de eletroeletrônicos.

Previdência e receitas atípicas

As contribuições previdenciárias somaram R$ 420 bilhões no semestre, alta de 6,5% em relação ao mesmo período de 2025. O governo também contou com receitas atípicas, como outorgas de concessões e dividendos de estatais, que adicionaram cerca de R$ 30 bilhões ao total.

Apesar do recorde, o secretário destacou que o resultado ainda não elimina a necessidade de ajuste fiscal. “O crescimento da arrecadação é importante, mas precisamos continuar avançando no controle dos gastos para garantir o equilíbrio das contas públicas”, completou Freitas.

Comparação histórica

O recorde anterior para o primeiro semestre havia sido registrado em 2024, quando a arrecadação alcançou R$ 1,45 trilhão (em valores corrigidos). Em 2023, o montante foi de R$ 1,38 trilhão. A série histórica da Receita Federal considera dados desde 1995, e o valor de R$ 1,58 trilhão supera todos os registros anteriores.

Para o segundo semestre, a expectativa do governo é de crescimento menor, em função da desaceleração esperada da economia global e da redução de receitas extraordinárias. No entanto, o governo projeta que a arrecadação total de 2026 possa superar R$ 3 trilhões pela primeira vez.

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