Vinte e cinco estados americanos, liderados pela Califórnia, entraram com uma ação judicial contra as novas tarifas impostas pelo governo Trump. A medida, anunciada em julho, afeta produtos importados de diversos países, incluindo aço, alumínio e componentes eletrônicos. Os estados argumentam que o presidente excedeu sua autoridade legal ao impor as taxas sem aprovação do Congresso.
Detalhes da ação judicial
A ação foi protocolada no Tribunal Federal do Distrito Norte da Califórnia. Os procuradores-gerais dos 25 estados pedem uma liminar para suspender imediatamente as tarifas, que já estão em vigor desde o início de agosto. Segundo os documentos, as tarifas violam a separação de poderes e a Constituição, que atribui ao Congresso o poder de regular o comércio exterior.
O governador da Califórnia, Gavin Newsom, afirmou em coletiva de imprensa: “Essas tarifas são um imposto disfarçado sobre as famílias americanas. Estamos lutando para proteger os empregos e a economia do nosso estado.” A ação também conta com o apoio de sindicatos e associações comerciais.
Impacto econômico das tarifas
Estima-se que as tarifas afetem diretamente mais de 300 mil empresas nos estados envolvidos, gerando um aumento de custos de aproximadamente US$ 12 bilhões por ano. Os setores mais atingidos são o automotivo, o de construção civil e o de tecnologia. A indústria de eletrônicos, concentrada na Califórnia e no Texas, pode sofrer com a escassez de componentes e o aumento dos preços ao consumidor.
Especialistas apontam que as tarifas podem levar a uma retaliação dos parceiros comerciais, prejudicando as exportações americanas. A China, por exemplo, já anunciou que responderá com taxas sobre produtos agrícolas dos EUA, o que impactaria diretamente estados como Iowa e Kansas.
Reações do governo federal
A Casa Branca defendeu as tarifas, afirmando que são necessárias para proteger a indústria nacional e reduzir o déficit comercial. Em nota oficial, o porta-voz do governo disse que “as tarifas são uma ferramenta legítima para reequilibrar as relações comerciais e criar empregos”. No entanto, críticos apontam que a medida pode gerar uma guerra comercial e aumentar a inflação.
O processo deve ter uma primeira audiência nas próximas semanas. Enquanto isso, os estados afetados já estudam medidas de mitigação, como subsídios para empresas locais. A decisão judicial poderá ter implicações para a política comercial dos EUA e para as eleições de 2026.



