O Ibovespa encerrou o pregão desta segunda-feira praticamente estável, mas os papéis de Vale e Petrobras fecharam em queda, refletindo a derrocada do preço do petróleo no mercado internacional. Apesar da pressão das blue chips, o índice conseguiu segurar o nível, com investidores monitorando o cenário político e a agenda de balanços do segundo trimestre.
Queda do petróleo derruba ações do setor
As ações da Petrobras (PETR4) recuaram mais de 2%, acompanhando a desvalorização do barril de Brent, que caiu para o menor patamar em meses. Já os papéis da Vale (VALE3) fecharam em baixa de 1,5%, pressionados pela queda do minério de ferro na China. Outras petroleiras como PRIO, Brava e PetroRecôncavo também registraram perdas expressivas, superando 3% em alguns casos.
O movimento foi puxado por preocupações com a demanda global, após dados fracos da economia chinesa e a possibilidade de aumento da oferta por parte da Opep+. Segundo analistas, o cenário deve manter a pressão sobre o setor nas próximas sessões.
Copom deve cortar juros, mas pausar até 2027
No front doméstico, o mercado precifica que o Comitê de Política Monetária (Copom) deve cortar a taxa Selic para 14% ao ano na próxima reunião, mas depois pausar o ciclo de cortes até 2027. A projeção é do banco XP, que vê espaço para um ajuste de 0,5 ponto percentual, mas alerta que a inflação ainda exige cautela.
“A pausa deve ser prolongada, com o Copom retomando os cortes apenas em meados de 2027, quando a inflação estiver mais controlada”, afirmou a equipe econômica da XP em relatório.
Agenda de balanços e dividendos movimentam semana
Nesta semana, investidores acompanham a divulgação de balanços do segundo trimestre de grandes empresas, como Bradesco, Itaú, Petrobras e Weg. Além disso, Petrobras, Itaú e Weg pagam dividendos em agosto, com datas importantes no calendário.
Os FIIs também estão no radar, após reduções nos dividendos que provocaram quedas de até 40% em alguns fundos. A expectativa é de que o mercado continue volátil, com o noticiário político e eleitoral ganhando destaque.
Política: prazos e definições de candidaturas
No campo político, o prazo para definição de vices nas candidaturas de Flávio Dino e Romeu Zema termina na quarta-feira. Apesar do veto do PP, Tereza Cristina afirmou que ainda pode ser vice de Flávio. Já o senador Cleitinho confirmou que não será candidato ao governo de Minas Gerais.
O cenário eleitoral deve influenciar os mercados, com investidores atentos a possíveis mudanças na política econômica.



