Volatilidade em FIIs é oportunidade para longo prazo, diz especialista
Volatilidade em FIIs é oportunidade, diz especialista

A volatilidade nos fundos de investimento imobiliário (FIIs) é frequentemente apontada como um dos principais riscos para investidores. No entanto, Rodrigo Cardoso, sócio-fundador do Clube FII, defende que as oscilações de preço podem representar justamente uma oportunidade para quem investe com horizonte de longo prazo.

Oportunidade na queda das cotações

Durante participação no programa Liga de FIIs, Cardoso afirmou que o investidor não deve concentrar sua análise apenas na cotação das cotas negociadas na Bolsa, mas acompanhar principalmente os fundamentos do patrimônio e a qualidade dos ativos que compõem o fundo. Segundo ele, a queda das cotações não significa necessariamente deterioração do patrimônio. “No relatório gerencial você vai ter poucas informações sobre a cotação. A gente sempre olhava muito mais para o valor patrimonial. O importante é entender se o fundamento do fundo continua o mesmo”, afirmou.

Na avaliação do especialista, investidores que realizam aportes mensais tendem a ser beneficiados pelos momentos de maior instabilidade, já que conseguem adquirir mais cotas quando os preços recuam. “Se você comprar cotas todos os meses, um mercado totalmente estável faz você acumular menos cotas do que um mercado volátil. Quando surgem momentos como pandemia, alta dos juros ou incertezas políticas, aparecem descontos maiores e você compra mais tijolo”, disse.

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Longo prazo é o principal fundamento

Segundo Cardoso, a volatilidade preocupa apenas quem investe com horizonte muito curto. Fundos imobiliários são ativos voltados para construção patrimonial ao longo dos anos e não para operações de curto prazo. “Ela deve ser um medo para quem pensa no curto prazo. Quem pensa em menos de cinco anos talvez nem devesse estar na renda variável. Eu penso em dez, vinte ou trinta anos”, diz.

O especialista comparou o investimento em FIIs de tijolo à compra de imóveis físicos. Segundo ele, poucos investidores compram um imóvel com a intenção de revendê-lo poucos meses depois, lógica que também deveria ser aplicada aos fundos imobiliários. “Quando você compra um fundo de tijolo, está comprando um portfólio de imóveis administrado por profissionais. Ninguém compra um imóvel pensando em vender no ano seguinte. Por que isso deveria ser diferente nos FIIs?”, questionou.

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