O adiamento do lançamento da Starship na última quinta-feira (16) já provocou reflexos no mercado financeiro. Nesta sexta-feira (17), por volta das 13h, as ações da SpaceX caíam cerca de 5% na Bolsa de Nova York, após a empresa cancelar a 13ª tentativa de lançamento do foguete devido a uma falha no funcionamento de parte dos motores.
Queda acumulada desde a abertura de capital
A reação do mercado ampliou as perdas acumuladas desde a abertura de capital da companhia. Os papéis, que estrearam cotados a US$ 160,95, encerraram o pregão de quinta-feira a US$ 131,11, acumulando desvalorização de cerca de 18,5%. Com o recuo das ações, a fortuna do fundador da SpaceX, Elon Musk, encolheu cerca de US$ 45 bilhões em um único dia, segundo estimativas da Forbes. Mesmo após a perda, o empresário continua na liderança do ranking das pessoas mais ricas do mundo, com patrimônio estimado em US$ 792,8 bilhões.
Expectativa frustrada dos investidores
O adiamento da missão frustrou a expectativa de investidores, que esperavam que um teste bem-sucedido da Starship impulsionasse as ações da SpaceX. Na véspera da tentativa de lançamento, analistas do banco UBS afirmaram que a queda recente dos papéis da empresa poderia representar uma oportunidade de compra justamente porque o voo tinha potencial para aumentar o valor de mercado da companhia. Na avaliação do banco, o teste serviria para comprovar avanços importantes no desenvolvimento do foguete, incluindo melhorias em sistemas que serão usados nas próximas missões e no lançamento de satélites da rede Starlink.
Falha nos motores e nova tentativa
Poucas horas antes da decolagem prevista, porém, Musk informou que parte dos motores não entrou em funcionamento, o que levou ao adiamento da missão. Mais tarde, em uma publicação na rede social X, o empresário afirmou que uma nova tentativa deverá ocorrer "no começo da próxima semana".
Starship: peça-chave dos planos da SpaceX
A Starship é considerada o principal projeto da SpaceX para transportar cargas e pessoas à Lua e, futuramente, a Marte. Com cerca de 120 metros de altura, o veículo é apontado pela empresa como o maior foguete já construído e ocupa posição central na estratégia de crescimento apresentada aos investidores durante a abertura de capital da companhia. O histórico de testes, no entanto, inclui uma série de contratempos. Em maio, por exemplo, outro voo terminou sem que o propulsor principal conseguisse realizar um pouso controlado após falhas no religamento dos motores. Em testes anteriores, algumas missões também terminaram em explosões.



