O Vasco da Gama chegou a Salvador para o duelo contra o Vitória, que marca a estreia do técnico Pedro Emanuel. Paralelamente, o clube avança em um acordo de investimento bilionário com o empresário Marcos Lamacchia, filho de José Lamacchia. O contrato, avaliado em R$ 3,1 bilhões, prevê o pagamento de dívidas, aportes no futebol e no centro de treinamento, além de cobertura de déficit de caixa por cinco anos.
Detalhamento do investimento de R$ 3,1 bilhões
O montante total de R$ 3,1 bilhões é composto por: R$ 1 bilhão para pagamento de dívidas (incluindo recuperação judicial e débitos tributários, cuja dívida bruta é de R$ 1,3 bilhão); R$ 1,5 bilhão para cobrir o déficit de caixa projetado para os próximos cinco anos, calculado pela consultoria Alvarez & Marsal; R$ 500 milhões em aportes para o futebol (contratações) ao longo de cinco anos; R$ 120 milhões para o centro de treinamento profissional; e R$ 30 milhões para o centro de treinamento da base. Os valores não são fixos e podem variar conforme a eficiência da gestão.
Condições e multas do acordo
O contrato está condicionado a Lamacchia vencer a concorrência na recuperação judicial, à aprovação do juízo, à conclusão de auditoria e ao rito interno do clube. O acordo prevê multas caso o investidor não cumpra os aportes, diferentemente do contrato com a 777, que previa a devolução das ações. Além disso, o investidor não pode vender as ações por 10 anos nem distribuir lucros no mesmo período.
Funcionamento dos aportes
Há uma mistura de caixas: por exemplo, se a folha salarial subir de R$ 30 milhões para R$ 40 milhões, a diferença de R$ 10 milhões é coberta pelo aporte do futebol, enquanto os R$ 30 milhões originais saem da verba de R$ 1,5 bilhão para cobrir o rombo. Os investimentos são compromissos, mas podem ser reduzidos se o clube gerar mais receita e diminuir o déficit anual.



