Escritora debate diagnóstico tardio na Flip 2026
Diagnóstico tardio em debate na Flip 2026

A escritora Maria Silva discutiu o diagnóstico tardio de doenças crônicas durante a Festa Literária Internacional de Paraty (Flip) de 2026. Em palestra realizada no dia 17 de julho, ela destacou que 70% dos pacientes com condições autoimunes no Brasil recebem o diagnóstico após cinco anos do início dos sintomas, segundo dados da Sociedade Brasileira de Reumatologia.

Impacto social do diagnóstico tardio

Silva, autora do livro 'Vidas Invisíveis', relatou sua própria experiência com lúpus, diagnosticado tardiamente. 'Passei oito anos ouvindo que era estresse ou depressão. O diagnóstico tardio não apenas adoece o corpo, mas também isola socialmente', afirmou. A escritora enfatizou que a demora no diagnóstico sobrecarrega o sistema de saúde e aumenta os custos com tratamentos emergenciais.

Dados alarmantes

Estudos apresentados no evento indicam que o diagnóstico tardio de doenças reumáticas custa ao SUS cerca de R$ 1,2 bilhão anuais em internações evitáveis. 'Precisamos de campanhas de conscientização e treinamento para médicos da atenção básica', defendeu Silva. A mesa também contou com a participação da médica Ana Costa, que apresentou dados de um levantamento da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

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Propostas para o futuro

A escritora sugeriu a criação de um protocolo nacional para diagnóstico precoce de doenças autoimunes, com foco em sintomas inespecíficos como fadiga e dores articulares. 'A Flip é um espaço para debates que vão além da literatura. A saúde pública precisa ser prioridade', concluiu. O evento contou com plateia lotada e teve transmissão ao vivo pelo canal oficial da Flip no YouTube.

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