As recompras de ações na Bolsa brasileira (B3) aceleraram e já somam R$ 11 bilhões no acumulado do ano, segundo dados de mercado. O movimento tem chamado a atenção de investidores e analistas, que veem oportunidades em meio à volatilidade. Confira cinco ações que merecem atenção.
O que está impulsionando a recompra de ações?
A recompra de ações é uma estratégia utilizada por empresas para reduzir o número de papéis em circulação, o que pode aumentar o lucro por ação e sinalizar confiança na própria companhia. No cenário atual, com juros elevados e incertezas fiscais, muitas empresas estão optando por recomprar ações como forma de gerar valor ao acionista.
Segundo analistas do Safra, o movimento é positivo, mas o economista-chefe do banco criticou a política econômica, afirmando que há 'algo errado' com a taxa Selic. Apesar disso, a recompra segue forte.
5 ações para ficar de olho
Entre os papéis com maior potencial de valorização devido à recompra, destacam-se:
- Telefônica Brasil (VIVT3): anunciou R$ 500 milhões em proventos, com recompra adicional.
- Embraer (EMBR3): segue com programa ativo de recompra, além de parcerias estratégicas.
- Vamos (VAMO3): registrou receita de R$ 1,55 bilhão no 2º trimestre, alta de 10,1%.
- Plano&Plano (PLPL3): vendas líquidas subiram 2,5% no 2º trimestre.
- Eneva (ENEV3): empresa de energia com forte geração de caixa e recompra em andamento.
Impacto no mercado e perspectivas
A recompra de ações ajuda a sustentar os preços em momentos de baixa, mas não elimina riscos externos. O Dow Jones Futuro caiu com vendas de ações de chips e tensões no Oriente Médio, o que pode afetar o apetite por risco global. No Brasil, o Ibovespa recuou e perdeu tração, segundo análise técnica.
Especialistas recomendam cautela e diversificação, mas veem na recompra um sinal positivo para o médio prazo. 'Nunca nada tão óbvio esteve tão barato', disse Appel, da Adam, sobre alocação em IA.



