Recompra de ações atinge R$ 11 bi na Bolsa; veja 5 ações para ficar de olho
Recompra de ações atinge R$ 11 bi na Bolsa; veja 5 destaques

A recompra de ações na Bolsa brasileira acelerou e atingiu R$ 11 bilhões, movimentando o mercado. O economista-chefe do Safra, Carlos Kawall, afirmou ver 'algo errado' na política econômica e criticou a manutenção da Selic em patamar elevado. Entre as ações que merecem atenção, destacam-se papéis de empresas como Telefônica Brasil, que anunciou R$ 500 milhões em proventos.

Recompra de ações dispara na B3

As recompras de ações na B3 somaram R$ 11 bilhões nos últimos meses, um volume que supera períodos anteriores. Esse movimento é visto como um sinal de confiança das empresas em seus próprios papéis, mas também reflete a busca por alternativas em um cenário de juros altos. Segundo analistas, a recompra pode impulsionar o preço das ações ao reduzir a oferta no mercado.

Críticas à política econômica

Carlos Kawall, economista-chefe do Safra, declarou que 'algo está errado' na condução da política econômica brasileira. Ele criticou a decisão do Copom de manter a Selic em 13,75% ao ano, argumentando que isso prejudica o crescimento e aumenta o custo da dívida pública. 'A política monetária está excessivamente contracionista, enquanto a fiscal não dá sinais de ajuste', disse Kawall.

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5 ações para ficar de olho

Com base no cenário atual, especialistas indicam cinco ações que podem se beneficiar da recompra e de outros fatores: Telefônica Brasil (VIVT3), que anunciou R$ 500 milhões em proventos; Vale (VALE3), com forte geração de caixa; Petrobras (PETR4), com dividendos atrativos; Itaú Unibanco (ITUB4), com recompra consistente; e Ambev (ABEV3), com valuation descontado.

Telefônica Brasil anuncia R$ 500 mi em proventos

A Telefônica Brasil comunicou ao mercado o pagamento de R$ 500 milhões em proventos aos acionistas. O valor será distribuído sob a forma de juros sobre capital próprio (JCP), com data-base definida. A empresa também mantém programa de recompra de ações, o que pode elevar o retorno ao investidor.

IBC-Br, indústria e confiança do consumidor nos EUA

No Brasil, o IBC-Br (indicador de atividade econômica do Banco Central) mostrou queda em maio, enquanto a indústria brasileira registrou crescimento moderado. Nos Estados Unidos, a confiança do consumidor surpreendeu positivamente, mas as tensões no Oriente Médio e as incertezas sobre tarifas comerciais pressionam os mercados globais.

Mercados globais em alerta

O Dow Jones Futuro opera em queda, influenciado por vendas de ações de empresas de semicondutores e pelo aumento das tensões no Oriente Médio. Investidores monitoram declarações de Trump sobre tarifas e o conflito no Irã. O minidólar e o mini-índice refletem a aversão ao risco, com o Ibovespa recuando e perdendo tração.

Oportunidades em meio à turbulência

Apesar do cenário adverso, gestores como Luis Appel, da Adam, afirmam que 'nunca nada tão óbvio esteve tão barato' em relação à alocação em ativos brasileiros. Ele recomenda exposição a ações de empresas sólidas com recompra e dividendos. Já a Kinea questiona se os US$ 1 trilhão investidos em Inteligência Artificial terão retorno, alertando para riscos de bolha.

Hedge funds chineses e IA

Hedge funds chineses que lucraram com o boom da Inteligência Artificial começam a buscar saída, temendo correção. Enquanto isso, a XP Educação abre inscrições para bolsas grátis em formação de IA, do zero ao intermediário, visando capacitar profissionais para o mercado.

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