O ouro registrou alta nesta quinta-feira, impulsionado pela decisão do Federal Reserve (Fed) de manter as taxas de juros inalteradas e pela queda dos rendimentos dos títulos do Tesouro americano de curto prazo. O movimento reforçou a atratividade do metal como reserva de valor em meio a incertezas econômicas.
Decisão do Fed e impacto nos mercados
O Fed anunciou a manutenção da taxa básica de juros na faixa entre 5,25% e 5,50%, conforme amplamente esperado pelo mercado. A decisão foi acompanhada de declarações cautelosas sobre a inflação, sugerindo que cortes nos juros podem demorar mais do que o previsto. Apesar disso, os rendimentos dos Treasuries de curto prazo caíram, beneficiando ativos como o ouro.
Queda dos Treasuries e valorização do ouro
Os rendimentos dos títulos de dois anos recuaram para 4,35%, ante 4,40% no pregão anterior. Esse movimento reduz o custo de oportunidade de deter ouro, que não oferece rendimento. Com isso, o contrato futuro do ouro para entrega em agosto subiu 0,6%, fechando a US$ 2.380 a onça-troy.
Perspectivas para o metal precioso
Analistas apontam que a trajetória do ouro continuará atrelada às expectativas de política monetária nos EUA. Se o Fed sinalizar cortes de juros no segundo semestre, o metal pode buscar novas máximas. Por outro lado, um cenário de juros elevados por mais tempo limitaria os ganhos.
O ouro também se beneficiou da desvalorização do dólar no mercado internacional. O índice DXY, que mede a moeda americana contra uma cesta de divisas, caiu 0,3%, tornando o metal mais barato para investidores estrangeiros.
Reação dos investidores
Fundos de investimento aumentaram suas posições em ouro, conforme dados da CFTC. A demanda por ativos seguros segue elevada, com conflitos geopolíticos e incertezas sobre o crescimento global.
Apesar da alta, alguns estrategistas recomendam cautela. O ouro acumula ganhos de 12% no ano, mas a volatilidade pode aumentar com a divulgação de dados de emprego nos EUA na próxima semana.



