O terremoto que atingiu a província de Kumamoto, no Japão, já deixou 25 mortos, enquanto as operações de busca e resgate prosseguem no shopping center Aeon Mall, severamente danificado. Os sobreviventes enfrentam uma situação crítica, com falta de água potável e temperaturas que devem se aproximar dos 40°C no fim de semana, aumentando o risco de insolação.
Operações de busca e resgate
Equipes de resgate continuam a vasculhar os escombros do Aeon Mall, localizado na cidade de Kashima. O shopping, que desabou parcialmente durante o tremor, tornou-se o foco das atenções, pois há relatos de pessoas ainda soterradas. As autoridades locais mobilizaram centenas de bombeiros, policiais e membros das Forças de Autodefesa do Japão para acelerar os trabalhos. Cães farejadores e equipamentos de detecção de vida estão sendo utilizados na esperança de encontrar sobreviventes sob os destroços.
O terremoto, de magnitude 7,3 na escala Richter, ocorreu na manhã de quinta-feira, 29 de julho de 2026, e foi seguido por diversas réplicas. A região de Kumamoto já havia sido devastada por um terremoto em 2016, e as autoridades temem que os danos sejam ainda maiores desta vez. Até o momento, mais de 200 pessoas ficaram feridas, algumas em estado grave, e milhares foram evacuadas para abrigos temporários.
Falta de água e risco de insolação
Um dos maiores desafios enfrentados pelos sobreviventes é a escassez de água potável. O terremoto danificou tubulações e estações de tratamento, interrompendo o abastecimento em diversas áreas. Caminhões-pipa foram enviados para distribuir água, mas a demanda supera a oferta. Em muitos bairros, os moradores formam filas longas sob o sol escaldante para conseguir alguns litros de água.
As autoridades da província de Kumamoto emitiram um alerta severo para o risco de insolação, já que as temperaturas devem atingir 39°C ou mais neste fim de semana. A combinação de calor extremo com a falta de água e a exposição prolongada ao sol eleva o perigo, especialmente para idosos e crianças. “Recomendamos que todos bebam bastante líquido e evitem atividades ao ar livre”, afirmou um porta-voz do governo local, pedindo que a população busque sombra e utilize os centros de resfriamento montados em escolas e ginásios.
Impacto na infraestrutura
Além do abastecimento de água, o terremoto causou danos significativos a estradas, pontes e redes elétricas. Cerca de 10 mil residências permanecem sem energia, e equipes de eletricistas trabalham para restabelecer o serviço. O sistema de transporte público na região foi parcialmente suspenso, com linhas de trem e ônibus operando com restrições devido a rachaduras nas vias.
O governo japonês anunciou o envio de recursos adicionais para a província de Kumamoto, incluindo ajuda financeira para a reconstrução. O primeiro-ministro expressou solidariedade às vítimas e garantiu que todos os esforços estão sendo feitos para salvar vidas e normalizar a situação. Enquanto isso, a população local se mobiliza em mutirões para limpar os escombros e apoiar os vizinhos mais necessitados.
Previsão e alertas
A Agência Meteorológica do Japão prevê que as altas temperaturas persistam ao longo da próxima semana, o que pode agravar ainda mais as condições dos desabrigados. O risco de novos deslizamentos de terra em áreas montanhosas também é uma preocupação, já que o solo foi enfraquecido pelos tremores. As autoridades orientam que a população fique atenta a alertas de evacuação e evite áreas instáveis.
A tragédia em Kumamoto reacende o debate sobre a preparação do Japão para desastres naturais, especialmente em regiões com histórico sísmico. Embora o país seja referência em construções antissísmicas, a magnitude do terremoto e a quantidade de réplicas tornaram a situação particularmente desafiadora. O número de mortos pode aumentar à medida que as equipes de resgate avançam nos escombros do Aeon Mall e de outras edificações colapsadas.



