CDBs pagam até 14,350% ao ano na XP; LCI e LCA têm IPCA+ 5,75%
CDBs pagam até 14,350% ao ano na XP; LCI e LCA têm IPCA+ 5,75%

A plataforma da XP disponibiliza nesta quinta-feira (16) uma série de títulos de renda fixa bancária com taxas atrativas. Entre as opções, destacam-se CDBs com taxas prefixadas de até 14,350% ao ano para vencimentos superiores a 12 meses. Já os títulos atrelados à inflação oferecem até IPCA+ 8,250% em 1 ano, enquanto os pós-fixados pagam até 105% do CDI em 12 meses.

LCAs e LCIs disponíveis na plataforma

As Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs) contam com taxas vinculadas à inflação que chegam a IPCA+ 5,870% em 12 meses, e as pós-fixadas rendem até 84% do CDI para prazos superiores a 1 ano. Já as Letras de Crédito Imobiliário (LCIs) ligadas à inflação pagam taxas de até IPCA+ 5,750% em mais de 12 meses, e as pós-fixadas também oferecem até 84% do CDI com vencimento superior a 1 ano.

Ofertas específicas do dia

Entre os produtos em destaque, o CDB da Neon Financeira paga 105,5% do CDI com vencimento em julho de 2029. A LCA do Banco Bocom BBM S.A. oferece 87% do CDI com vencimento em outubro de 2030. Já o CDB Paulista rende 106% do CDI com vencimento em julho de 2029. As ofertas na plataforma da XP são limitadas à capacidade disponível do produto nesta quinta-feira (16).

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Cenário da renda fixa na quarta-feira (15)

As taxas dos juros futuros (DIs) encerraram a quarta-feira (15) praticamente estáveis nos vencimentos curtos e em leve alta na ponta longa, em movimento sustentado por fatores domésticos. O mercado reagiu ao noticiário político considerado desfavorável à candidatura do senador Flávio Bolsonaro, além das preocupações com uma possível tarifa de 25% dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros e medidas de potencial impacto fiscal.

Na ponta curta e intermediária, o alívio foi limitado. O DI para janeiro de 2028 recuou apenas 1 ponto-base, para 13,865%, refletindo a continuidade das apostas de um corte de 0,25 ponto percentual da Selic em agosto, precificado quase integralmente pelo mercado. Dados mais fracos da atividade, como a queda de 0,4% no volume de serviços em maio, também reforçaram a expectativa de flexibilização monetária.

Já a ponta longa apresentou comportamento distinto. O DI para janeiro de 2035 subiu 5 pontos-base, para 14,34%, refletindo o aumento dos prêmios de risco associado ao cenário político e fiscal. A pesquisa Genial/Quaest, que ampliou a vantagem de Luiz Inácio Lula da Silva sobre Flávio Bolsonaro, e novas notícias envolvendo o senador reforçaram a percepção, entre parte dos investidores, de maior risco fiscal em um eventual novo governo Lula.

Também pesaram sobre os contratos longos a expectativa de novas tarifas dos EUA contra o Brasil e a aprovação, pelo Senado, de uma PEC com impacto estimado de R$ 3 bilhões por ano sobre as contas públicas. Esses fatores sustentaram a abertura da curva longa, mesmo em um ambiente externo mais favorável.

O movimento ocorreu na contramão dos Treasuries, cujos rendimentos recuaram após novos sinais de desaceleração da inflação nos Estados Unidos. Ainda assim, os fatores domésticos prevaleceram, impedindo um fechamento mais amplo da curva brasileira.

Com isso, a sessão evidenciou uma desconexão entre os trechos da curva: enquanto os juros curtos permaneceram ancorados pela expectativa de cortes da Selic, os vencimentos longos incorporaram prêmios adicionais de risco político e fiscal, mantendo a inclinação da estrutura a termo.

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