O governo federal estuda alterar a tributação de dividendos, o que pode tornar vantajoso investir em carteiras tributadas em vez de isentas. Atualmente, dividendos são isentos de Imposto de Renda para pessoas físicas, mas a proposta prevê uma alíquota de 15% sobre esses rendimentos. Com a mudança, investidores que optam por fundos isentos podem perder atratividade, já que esses fundos muitas vezes têm custos mais altos ou menor rentabilidade.
Impacto da reforma tributária
Segundo especialistas, a reforma tributária em discussão no Congresso pode inverter a lógica atual. Carteiras isentas, como LCI e LCA, podem ter rendimento líquido inferior a aplicações tributadas, como CDB e Tesouro Direto, após o novo imposto. Por exemplo, um CDB que paga 100% do CDI com imposto de 15% pode superar uma LCI que rende 90% do CDI isenta.
O que considerar
O investidor deve avaliar o prazo e o perfil de risco. Para prazos longos, a tributação regressiva do IR pode beneficiar aplicações tributadas. Já a isenção de dividendos corporativos pode ser revista, afetando ações. Ainda não há decisão final, mas o debate já mexe com o mercado.



