O mercado de imóveis de luxo no Rio de Janeiro manteve ritmo acelerado de expansão no primeiro semestre de 2026, com alta de 15% nas vendas em comparação com o mesmo período do ano anterior, de acordo com levantamento da consultoria Dino. O crescimento é puxado pela demanda de compradores estrangeiros e brasileiros de alta renda, que buscam imóveis em bairros como Leblon, Ipanema e Barra da Tijuca.
Fatores que impulsionam o mercado
Entre os principais fatores estão a desvalorização do real frente ao dólar, que torna os imóveis mais atrativos para investidores internacionais, e a oferta de empreendimentos de alto padrão com infraestrutura completa, como piscinas, academias e áreas de lazer. Segundo a Dino, o preço médio do metro quadrado nos bairros nobres cariocas subiu 8% no período, atingindo R$ 25 mil.
"O Rio de Janeiro continua sendo um dos destinos preferidos para investimento em imóveis de luxo, tanto pela beleza natural quanto pela qualidade de vida", afirma Carlos Eduardo Silva, diretor da Dino. "A demanda por imóveis com vista para o mar e localização privilegiada segue aquecida."
Perfil dos compradores
O levantamento aponta que 40% dos compradores são estrangeiros, principalmente europeus e norte-americanos, enquanto 60% são brasileiros. Entre os brasileiros, a maioria é de empresários e profissionais liberais de São Paulo, Minas Gerais e do próprio Rio. Os imóveis mais procurados são apartamentos de três a quatro quartos, com área entre 200 e 400 metros quadrados.
"Observamos um aumento de 20% no número de visitas de potenciais compradores estrangeiros em relação a 2025", destaca Silva. "Muitos buscam uma segunda residência ou investimento para aluguel de temporada."
Impacto na economia local
A expansão do mercado de luxo gera impactos positivos na economia carioca, com geração de empregos na construção civil e no setor de serviços. A Dino estima que o segmento de imóveis de alto padrão seja responsável por 12% do PIB da construção civil no estado do Rio de Janeiro. Além disso, a valorização imobiliária contribui para o aumento da arrecadação municipal de IPTU e ITBI.
"O mercado de luxo é um termômetro da economia, pois reflete a confiança dos investidores", afirma o economista Paulo Henrique Costa, da FGV. "Quando há crescimento nesse segmento, é sinal de que a economia está aquecida."
Perspectivas para o segundo semestre
Para o segundo semestre de 2026, a expectativa é de continuidade da expansão, com lançamentos de novos empreendimentos em bairros como São Conrado e Recreio dos Bandeirantes. A Dino projeta um crescimento de 18% nas vendas no acumulado do ano, impulsionado pela realização de grandes eventos internacionais na cidade, como o Fórum Econômico Mundial da América Latina.
"O Rio de Janeiro está se consolidando como um polo de investimentos imobiliários de luxo na América Latina", conclui Silva. "A tendência é de valorização contínua nos próximos anos."



