Mercado de imóveis de luxo mantém expansão no Rio de Janeiro
Imóveis de luxo mantêm expansão no Rio de Janeiro

O mercado de imóveis de luxo no Rio de Janeiro mantém ritmo acelerado de expansão em 2026, com um crescimento de 15% nas vendas no primeiro semestre em comparação com o mesmo período do ano anterior, segundo dados da Associação de Empresas do Mercado Imobiliário do Rio de Janeiro (Ademi-RJ). O segmento de alto padrão, que inclui apartamentos e casas com valor acima de R$ 5 milhões, tem se destacado especialmente nos bairros da Zona Sul e na Barra da Tijuca.

Lançamentos impulsionam o mercado

De acordo com a Ademi-RJ, foram lançados 12 novos empreendimentos de luxo nos primeiros seis meses de 2026, totalizando 450 unidades. Desses, 70% já foram comercializados, um índice de vendas superior à média histórica do setor. "O mercado de luxo carioca está aquecido, com demanda tanto de compradores locais quanto de investidores estrangeiros, especialmente de argentinos e norte-americanos", afirma Carlos Alberto de Oliveira, presidente da Ademi-RJ.

A Zona Sul, com destaque para Ipanema, Leblon e Copacabana, concentra 60% dos lançamentos, enquanto a Barra da Tijuca responde por 30%. Os 10% restantes estão distribuídos em bairros como Botafogo e Flamengo. O preço médio do metro quadrado nos empreendimentos de luxo na Zona Sul chega a R$ 25 mil, enquanto na Barra da Tijuca o valor médio é de R$ 18 mil.

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Perfil do comprador e tendências

O perfil do comprador de imóveis de luxo no Rio de Janeiro é diversificado. Cerca de 40% são empresários e profissionais liberais de alta renda, 30% são investidores que buscam retorno com aluguel ou revenda, e 30% são estrangeiros, principalmente da Argentina, Estados Unidos e Europa. "A procura por imóveis de alto padrão no Rio reflete a confiança na recuperação econômica da cidade e no potencial de valorização", explica Oliveira.

Entre as tendências, destacam-se os apartamentos com plantas amplas, varandas gourmet, piscinas privativas e áreas de lazer completas. A sustentabilidade também ganha espaço: 80% dos novos lançamentos contam com certificação de eficiência energética e sistemas de reaproveitamento de água, segundo a Ademi-RJ.

Impacto na economia local

A expansão do mercado imobiliário de luxo gera impactos positivos na economia do Rio de Janeiro. O setor é responsável por cerca de 15 mil empregos diretos e indiretos, entre engenheiros, arquitetos, operários e corretores. Além disso, a arrecadação de impostos municipais, como o IPTU e o ITBI, tem aumentado significativamente. "O mercado de luxo é um termômetro da economia carioca. Quando ele cresce, outros setores também se beneficiam", destaca Oliveira.

As perspectivas para o segundo semestre de 2026 são otimistas. A Ademi-RJ projeta que o mercado de imóveis de luxo no Rio de Janeiro deve encerrar o ano com alta de 20% nas vendas, impulsionado por novos lançamentos e pela estabilidade econômica do país. "O Rio de Janeiro continua sendo um dos destinos mais desejados para quem busca qualidade de vida e investimento em imóveis de alto padrão", conclui o presidente da Ademi-RJ.

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