Petróleo cai com correção técnica, mas tensões EUA-Irã seguem no foco
Petróleo cai com correção, mas tensões EUA-Irã seguem

Os contratos futuros do petróleo operam em queda nesta quarta-feira (16), registrando uma correção técnica após os fortes ganhos das últimas sessões. O movimento de realização de lucros ocorre em meio à persistente tensão geopolítica entre Estados Unidos e Irã, que continua a sustentar prêmios de risco no mercado.

Brent e WTI recuam, mas ainda no azul na semana

Por volta das 13h (horário de Brasília), o barril do Brent para setembro caía 2,1%, cotado a US$ 83,50, enquanto o WTI para agosto recuava 2,3%, para US$ 79,80. Apesar da queda do dia, as commodities ainda acumulam alta semanal de cerca de 1,5%, impulsionadas por interrupções na produção no Mar do Norte e na Líbia.

Segundo analistas do Bank of America, a queda de hoje reflete uma correção natural após o petróleo ter atingido o maior nível em três meses na segunda-feira. "O mercado está realizando lucros, mas o cenário fundamental ainda é de oferta restrita", afirmou o banco em nota.

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Tensões EUA-Irã e cortes da Opep+ seguem no radar

O foco principal dos investidores permanece nas negociações indiretas entre EUA e Irã sobre o programa nuclear iraniano. O secretário de Estado americano, Antony Blinken, reiterou que "todas as opções estão sobre a mesa" caso o Irã não volte a cumprir o acordo nuclear de 2015. Enquanto isso, o Irã alertou que qualquer ação militar teria consequências graves para o fluxo de petróleo no Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial.

Paralelamente, a Opep+ mantém cortes de produção de 2,2 milhões de barris por dia até setembro, o que tem sustentado os preços. "O mercado está bem equilibrado, mas qualquer escalada no Oriente Médio pode levar o Brent rapidamente para os US$ 90", disse Giovanni Staunovo, analista do UBS.

Dados de estoques nos EUA podem trazer novos direcionamentos

Mais tarde, o mercado aguarda os dados semanais de estoques de petróleo nos Estados Unidos, que devem mostrar queda de 2,5 milhões de barris, segundo pesquisa da Reuters. Se confirmada, a redução sinalizaria demanda aquecida na maior economia do mundo, o que poderia limitar as perdas do dia.

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