Goiânia aposta no biometano para renovar frota de ônibus
Goiânia aposta no biometano para renovar frota

A Região Metropolitana de Goiânia implementa um plano ambicioso de renovação da frota de transporte coletivo que combina ônibus elétricos, veículos movidos a biometano e GNV (Gás Natural Veicular). A meta é chegar a 1.590 unidades até o início de 2027, substituindo gradativamente os veículos mais antigos e poluentes.

Incentivos estaduais e integração tecnológica

O projeto conta com apoio de leis estaduais que incentivam a produção e o uso de biogás e biometano, criando um ambiente favorável para a adoção de combustíveis renováveis. A integração de diferentes tecnologias — elétrica, biometano e GNV — busca reduzir as emissões de gases de efeito estufa e melhorar a qualidade do ar na região metropolitana.

Segundo informações divulgadas pela Scania, fornecedora de parte dos veículos, a iniciativa é um exemplo de como aliar políticas públicas e inovação para promover a mobilidade sustentável. A empresa destaca que os ônibus a biometano podem reduzir em até 90% as emissões de CO2 em comparação com o diesel, dependendo da origem do combustível.

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Impacto na mobilidade urbana

A renovação da frota deve beneficiar diretamente a população da Grande Goiânia, que enfrenta desafios de trânsito e poluição. Com a introdução de veículos mais limpos e eficientes, espera-se uma redução significativa na emissão de poluentes locais, como material particulado e óxidos de nitrogênio.

O plano também prevê a instalação de infraestrutura de abastecimento para biometano e GNV, além de pontos de recarga para os ônibus elétricos. A previsão é que as primeiras unidades comecem a operar ainda neste ano, com entregas escalonadas até 2027.

Desafios e perspectivas

Apesar do potencial, o projeto enfrenta desafios como o custo inicial mais elevado dos veículos e a necessidade de capacitação de profissionais para manutenção das novas tecnologias. No entanto, os benefícios ambientais e a economia com combustíveis renováveis devem compensar o investimento a longo prazo.

Com a meta de 1.590 unidades, Goiânia se posiciona como uma das cidades brasileiras mais avançadas na transição para uma frota de transporte público sustentável, servindo de modelo para outras regiões metropolitanas do país.

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