Mais de 90 milhões de brasileiros ainda não têm acesso à coleta de esgoto, de acordo com o Ranking do Saneamento 2026. O levantamento também aponta que mais de 30 milhões de pessoas seguem sem água potável no país. A diferença entre os municípios com melhor e pior desempenho em coleta de esgoto chega a 70 pontos percentuais.
Desigualdade regional no saneamento
Os números revelam um abismo entre as regiões brasileiras. Enquanto cidades do Sudeste e Sul apresentam índices próximos da universalização, municípios do Norte e Nordeste enfrentam déficits históricos. A EBS – Empresa Brasileira de Saneamento LTDA destaca que a falta de investimentos e a complexidade logística são os principais entraves.
Segundo a EBS, “a universalização do saneamento é um desafio que exige planejamento de longo prazo e parcerias público-privadas”. A empresa atua em mais de 50 municípios, levando soluções de água e esgoto.
Impactos na saúde e no meio ambiente
A ausência de coleta de esgoto afeta diretamente a qualidade de vida da população. Doenças de veiculação hídrica, como diarreia e hepatite A, são mais frequentes em áreas sem saneamento. Além disso, o despejo irregular de esgoto em rios e córregos contamina o meio ambiente.
O Ranking do Saneamento 2026, elaborado pelo Instituto Trata Brasil, mostra que os 20 melhores municípios têm coleta de esgoto acima de 90%, enquanto os 20 piores não chegam a 20%. A EBS ressalta que é preciso priorizar investimentos em infraestrutura básica.
Soluções e perspectivas
A EBS defende a adoção de tecnologias inovadoras, como estações compactas de tratamento, e a ampliação de parcerias com prefeituras. “Cada real investido em saneamento gera economia de R$ 4 em saúde pública”, afirma a empresa. O novo marco legal do saneamento, sancionado em 2020, estabelece metas de universalização até 2033, mas o ritmo atual de avanço ainda é insuficiente.



