Mulher morre após ser esfaqueada pelo companheiro no Amapá
Mulher morre após facadas do companheiro no AP

Uma mulher de 41 anos morreu no último domingo (12) no Hospital de Emergências (HE) de Macapá, vítima de duas facadas na perna desferidas pelo companheiro, de 42 anos. O crime ocorreu no dia 5 de julho na residência da vítima, no bairro das Pedrinhas, Zona Sul da capital. A polícia divulgou o caso nesta quarta-feira (15).

Dinâmica do crime

Segundo a delegada Marina Guimarães, titular da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), o casal estava junto há cerca de 8 meses. No dia do ataque, a vítima teria acordado o companheiro para pedir um copo d'água. O suspeito, que costumava dormir com uma faca ao lado, desferiu dois golpes na perna dela. "Ele dorme com uma faca do lado, só que não gosta de ser acordado. Então, no momento que ela acordou ele, ele desferiu duas facadas na perna dela", detalhou a delegada.

O suspeito confessou o ataque, mas apresentou versão diferente para a briga. Ele admitiu que não prestou socorro e fugiu correndo, deixando a companheira sangrando enquanto ela gritava por ajuda. Um vizinho registrou um vídeo da vítima ensanguentada relatando o ocorrido. "Ela era viciada em drogas e álcool, e muitos homens visitavam a casa dela. Mas nesse caso específico, foi ele que confessou e ela mesma falou nesse vídeo", afirmou a delegada.

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Investigação e prisão

As investigações só começaram no dia da morte da vítima, quando a mãe dela procurou a delegacia para registrar o boletim de ocorrência. A Polícia Civil representou pela prisão preventiva do suspeito, mas ele foi preso em flagrante pela Polícia Militar no dia seguinte (13) por roubo. Ao ser interrogado, o homem demonstrou frieza, não apresentou arrependimento e disse que sequer sabia da morte da companheira.

O suspeito possui extensa ficha criminal: responde por outra tentativa de feminicídio contra uma ex-companheira, além de outros dois homicídios e roubos. A delegada Marina Guimarães reforçou a importância da denúncia imediata: "Quero ressaltar a importância de as pessoas comunicarem esses crimes justamente para impedir que aconteça o pior deles, que é o feminicídio. Se alguém tivesse denunciado antes, talvez ela estivesse viva hoje".

Canais de denúncia

Casos de violência ou suspeita de agressão podem ser denunciados anonimamente à Polícia Militar pelo 190 ou diretamente à Polícia Civil, que oferece acolhimento e medidas protetivas de urgência.

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