A Helbor Empreendimentos divulgou seus resultados operacionais do segundo trimestre de 2026, registrando uma queda de 24% nas vendas brutas em comparação com o mesmo período do ano anterior. As vendas totalizaram R$ 412 milhões, contra R$ 542 milhões no segundo trimestre de 2025.
Desempenho por segmento e região
O segmento de média renda, que responde pela maior parte do portfólio da incorporadora, apresentou recuo de 28% nas vendas, enquanto o segmento econômico teve queda de 15%. Regionalmente, a maior retração ocorreu em São Paulo, onde as vendas diminuíram 32%. No Rio de Janeiro, a queda foi de 18%, e em Minas Gerais, de 22%.
Segundo a empresa, o resultado reflete um mercado mais seletivo, com consumidores postergando decisões de compra devido às incertezas econômicas. “Estamos ajustando nosso pipeline de lançamentos para focar em produtos com maior liquidez e menor risco de estoque”, afirmou o presidente da Helbor, Caio Mário da Veiga, em comunicado.
Lançamentos e indicadores operacionais
No trimestre, a Helbor lançou três projetos, totalizando R$ 280 milhões em Valor Geral de Vendas (VGV), uma redução de 35% em relação aos lançamentos do segundo trimestre de 2025, que somaram R$ 430 milhões. O indicador de vendas sobre oferta (VSO) ficou em 38%, abaixo dos 45% registrados um ano antes.
A empresa também reportou que as distratos (desistências) representaram 12% das vendas brutas, ante 10% no mesmo período de 2025. O saldo de caixa ao final de junho era de R$ 150 milhões, suficiente para cobrir as obrigações de curto prazo, segundo a administração.
Perspectivas e estratégia
Para o segundo semestre, a Helbor prevê lançar entre quatro e seis empreendimentos, com VGV estimado entre R$ 500 milhões e R$ 700 milhões. A empresa pretende dar continuidade à estratégia de redução de exposição em regiões com maior volatilidade de preços e aumento de participação no segmento econômico, que tem apresentado demanda mais estável.
Analistas do mercado, como o BTG Pactual, avaliam que a queda nas vendas já era esperada, dado o cenário macroeconômico adverso, com juros elevados e inflação pressionando o poder de compra das famílias. “A Helbor está adotando medidas corretivas, mas a recuperação deve ser gradual”, comentou o analista Rodrigo Mattos.



