Um empresário de 40 anos do ramo de energia foi preso suspeito de aplicar golpes na venda de terrenos em Vila Velha, na Grande Vitória. Vinicius Pires da Silva Allazio é investigado por estelionato pela Divisão Especializada de Repressão aos Crimes Contra o Patrimônio (DERCCP) e foi preso em flagrante no dia 9 de julho em um loteamento irregular no bairro Barra do Jucu.
Esquema com documentos falsos
De acordo com a investigação, Vinicius integra um grupo suspeito de comercializar terrenos pertencentes a terceiros utilizando documentos falsos em nome de uma empresa para dar legalidade às negociações. Com o empresário, a polícia apreendeu um cheque de R$ 100 mil que, segundo a investigação, seria de uma das vítimas do esquema.
Defesa nega envolvimento
O advogado de Vinícius, Jorge Martins, informou à TV Gazeta que o empresário foi preso por outro processo e que ele não teria envolvimento com loteamentos irregulares na Barra do Jucu. A defesa também disse que vai pedir o relaxamento da prisão e que vai provar a inocência do cliente.
Investigação do MPES
O Ministério Público do Espírito Santo afirmou em um documento obtido por A Gazeta que foi apurado pela delegacia que o investigado e outros agentes comercializavam lotes alheios usando documentos falsos em nome de outra empresa. O órgão apontou que várias vítimas foram lesadas no esquema de parcelamento irregular de terras.
A Polícia Civil pediu mais tempo para investigar o caso e disse que "a causa é complexa, envolve muitos documentos e várias vítimas" e complementou que Vinícius está preso também por conta de outros processos. Além disso, foi solicitada a quebra do sigilo do celular apreendido com o empresário no dia da prisão e também compartilhamento de provas. O MPES se manifestou favorável e a Justiça deferiu os três pedidos da polícia.
Modus operandi
Segundo o MPES, as mídias encontradas no aparelho vão ajudar a identificar o modus operandi da estrutura criminosa voltada à grilagem de terras e estelionato em Vila Velha, já que no celular constam e-mails, transações financeiras e agendas de contatos. O g1 procurou a Polícia Civil, que disse que divulgará mais detalhes sobre o caso em "momento oportuno".



