Dólar é principal risco no 2º semestre, diz economista-chefe da Ágora
Dólar é principal risco no 2º semestre, diz Ágora

O economista-chefe da Ágora, Dalton Gardimam, apontou o dólar como o principal risco para o segundo semestre de 2024, superando questões fiscais e eleitorais. Em análise, ele destacou que o câmbio tende a se sobrepor a esses fatores em meio a juros elevados no Brasil e incertezas nos Estados Unidos.

Ibovespa fecha estável com alta do petróleo

O Ibovespa fechou nesta sexta-feira (17) em leve baixa de 0,06%, aos 173.714,08 pontos, com volume negociado de R$ 23,9 bilhões. O mercado foi influenciado pelo novo salto do petróleo, impulsionado pelas tensões entre Estados Unidos e Irã. O WTI para setembro subiu 4,47%, a US$ 81,78 por barril, e o Brent para setembro avançou 4,59%, a US$ 88,10.

“O conflito entre Estados Unidos e Irã segue pressionando os ativos, diante da incerteza sobre uma possível solução ao longo do fim de semana”, avaliou Fernando Bresciani, analista de investimentos do Andbank.

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Petrobras e IBC-Br em destaque

Com a alta do petróleo, a Petrobras (PETR3;PETR4) teve ganhos: as ações ordinárias subiram 2,62%, e as preferenciais, 2,53%. O mercado também reagiu ao Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), que subiu 0,1% em maio ante abril, acima da mediana das projeções, que indicava queda de 0,20%. “Esse fator diminui as chances de uma nova flexibilização da política monetária no Brasil”, comentou Josias Bento, especialista em mercado de capitais e sócio-fundador da GT Capital.

Mercados internacionais em queda

Em Nova York, S&P 500, Dow Jones e Nasdaq caíram 1,01%, 0,77% e 1,4%, respectivamente. A Netflix tombou 7,26% após balanço decepcionante, enquanto a SpaceX (SpaceX, referindo-se provavelmente a Tesla, mas mantendo o texto original) derreteu mais de 5%, apagando quase US$ 1 trilhão em valor de mercado desde sua máxima histórica.

Dólar sobe com aversão ao risco

No mercado de câmbio, o dólar fechou em alta de 0,24%, cotado a R$ 5,1112. “O aumento da aversão global ao risco penalizou de forma ampla as moedas de países emergentes e exportadores de commodities, intensificando o fluxo de busca pelo dólar”, explicou Rebecca Nossig, analista de investimentos da Nomad.

Maiores altas do Ibovespa

As ações que mais valorizaram foram Usiminas (USIM5), com alta de 4,18% a R$ 8,23; Hapvida (HAPV3), com 3,93% a R$ 11,38; e Petrobras (PETR3), com 2,62% a R$ 45,81. A USIM5 acumula alta de 38,32% no ano, enquanto a HAPV3 acumula queda de 22,74%.

Maiores quedas do Ibovespa

As maiores desvalorizações foram Vivara (VIVA3), com -3,9% a R$ 22,44; MRV (MRVE3), com -3,31% a R$ 4,68; e Direcional (DIRR3), com -2,75% a R$ 12,04. Papéis cíclicos foram penalizados pela alta dos juros futuros. A VIVA3 acumula queda de 32,49% no ano, a MRVE3, de 39,92%, e a DIRR3, de 14,73%.

*Com informações da Broadcast

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