A Usiminas encerrou o segundo trimestre de 2026 com lucro líquido de R$ 428 milhões, um aumento de 236% em relação aos R$ 127 milhões registrados no mesmo período do ano anterior. O resultado foi divulgado nesta quinta-feira (30) e superou as expectativas do mercado, que projetava lucro em torno de R$ 350 milhões.
Desempenho operacional e receita
A receita líquida da siderúrgica atingiu R$ 5,2 bilhões entre abril e junho, crescimento de 18% na comparação anual. O avanço foi puxado pelo aumento de 12% no volume de vendas de aço no mercado interno e pela melhora nos preços médios, que subiram 5% no período. O custo dos produtos vendidos ficou estável, beneficiado por menores gastos com matérias-primas, especialmente minério de ferro e carvão.
EBITDA e margem
O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) somou R$ 1,1 bilhão, alta de 32% ante o segundo trimestre de 2025. A margem Ebitda passou de 18,2% para 21,1%. Segundo a empresa, a expansão da margem reflete a disciplina de custos e o mix de produtos de maior valor agregado.
Endividamento e investimentos
A alavancagem financeira, medida pela relação dívida líquida/Ebitda, recuou de 1,2 vez para 0,8 vez. A dívida líquida totalizou R$ 3,5 bilhões, queda de 12% em 12 meses. Os investimentos no trimestre somaram R$ 320 milhões, concentrados em manutenção e modernização de plantas.
Perspectivas e declaração
“O resultado reflete o esforço contínuo de eficiência operacional e a recuperação gradual da demanda doméstica, especialmente dos setores automotivo e de construção civil”, afirmou o diretor financeiro da Usiminas, Carlos Reis, no relatório de resultados. A companhia mantém a projeção de crescimento de 5% a 8% no volume de vendas para o ano de 2026.



