O tarifaço imposto pelos Estados Unidos ao Brasil, embora amplamente divulgado, pode ter um impacto menor do que o inicialmente previsto. Isso se deve às mais de 2 mil exceções incluídas na medida, que abrangem produtos como terras-raras, carne bovina e café. A informação foi divulgada por fontes oficiais do governo brasileiro.
Exceções amenizam o tarifaço
As exceções foram negociadas nos bastidores e incluem setores estratégicos para a economia brasileira. Terras-raras, essenciais para a indústria de tecnologia, carne e café, pilares do agronegócio, ficaram de fora das tarifas. Isso reduz significativamente o impacto sobre as exportações brasileiras.
Segundo analistas, a medida foi uma resposta à Lei da Reciprocidade, que permite ao Brasil retaliar barreiras comerciais. No entanto, o governo optou por uma abordagem moderada, priorizando a negociação.
Reações do mercado e críticas internas
O mercado financeiro reagiu com cautela. O Ibovespa caiu para 174 mil pontos, influenciado pela repercussão do tarifaço e pelo aumento dos juros do Tesouro IPCA+. Já nos EUA, os pedidos de auxílio-desemprego caíram, mantendo o mercado estável.
A Fiesp criticou a postura do governo federal, afirmando que o tarifaço se soma ao custo Brasil e poderia ter sido evitado. Em nota, a entidade disse: “A medida agrava a competitividade da indústria nacional”.
Impacto setorial e perspectivas
No varejo brasileiro, as vendas avançaram apenas 0,1% em maio, frustrando projeções. O setor de tecnologia também sente os efeitos: a Ânima caiu 33% após a compra da FMU, enquanto a Cogna testa suporte crítico.
Especialistas apontam que o tarifaço pode impulsionar a busca por alternativas, como hedge funds chineses focados em inteligência artificial, que já começam a buscar saída do mercado americano.



