O segmento de computação em nuvem da Amazon, Amazon Web Services (AWS), registrou receita de US$ 26,2 bilhões no segundo trimestre de 2026, um salto de 37% em relação ao mesmo período do ano anterior. O resultado surpreendeu analistas, que projetavam, em média, US$ 25,8 bilhões.
Desempenho acima do esperado
A aceleração do crescimento veio impulsionada pela demanda por inteligência artificial generativa e pela migração de empresas para a nuvem. Segundo a empresa, a AWS continua sendo o braço mais lucrativo da Amazon, contribuindo com mais de 70% do lucro operacional total.
O CFO da Amazon, Brian Olsavsky, afirmou em teleconferência com investidores: “Estamos vendo um ritmo acelerado de adoção de cargas de trabalho de IA na nuvem, o que está gerando um impulso significativo na receita.”
Impacto no mercado
As ações da Amazon subiram 4,5% nas negociações após o horário regular, refletindo o otimismo dos investidores. O desempenho da AWS contrasta com a desaceleração em outros segmentos da empresa, como o varejo online, que cresceu apenas 8% no trimestre.
Analistas do Goldman Sachs classificaram o resultado como “um sinal claro de que a nuvem continua sendo o motor de crescimento da Amazon”. A expectativa é que o segmento mantenha taxas de expansão de dois dígitos nos próximos trimestres, sustentado por contratos de longo prazo com grandes empresas.
Concorrência acirrada
A AWS enfrenta concorrência de Microsoft Azure e Google Cloud, mas mantém a liderança com cerca de 32% de participação no mercado global de infraestrutura em nuvem. A receita trimestral de US$ 26,2 bilhões representa um crescimento 5 pontos percentuais acima da taxa registrada no trimestre anterior.
Para o próximo trimestre, a Amazon projetou receita total entre US$ 156 bilhões e US$ 162 bilhões, com a AWS contribuindo com parcela crescente. A margem operacional do segmento foi de 31%, acima dos 29% do ano passado.



