Petroleiro é atacado por drones no Mar Negro, diz CPC
Petroleiro atacado por drones no Mar Negro

Um petroleiro foi atacado por drones próximo a um terminal no Mar Negro, informou nesta quarta-feira (17) o Centro de Coordenação de Petróleo (CPC). O incidente ocorreu nas proximidades do terminal de Novorossiysk, um dos principais portos de exportação de petróleo da Rússia.

Detalhes do ataque

De acordo com o CPC, o navio-tanque foi atingido por drones durante a madrugada. A embarcação, que não teve o nome divulgado, estava carregada com petróleo bruto e se dirigia ao terminal para descarregar. Não há informações sobre vítimas ou danos estruturais graves, mas a área foi isolada para investigação.

O ataque ocorre em meio ao aumento das tensões na região, com a Ucrânia intensificando ataques a alvos russos no Mar Negro. Desde o início do conflito, em 2022, ambos os lados têm utilizado drones para atingir infraestruturas estratégicas.

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Impacto nas exportações

O terminal de Novorossiysk é vital para as exportações russas de petróleo, respondendo por cerca de 30% do total embarcado pelo país. O CPC, que opera o oleoduto que liga os campos de petróleo do Cazaquistão ao porto, afirmou que as operações no terminal foram temporariamente suspensas para avaliação de segurança.

Segundo analistas, o ataque pode impactar os preços globais do petróleo, que já operam em níveis elevados devido às sanções ocidentais e à instabilidade na oferta. O barril do Brent registrou alta de 2% após a notícia, sendo negociado a US$ 85,00.

Reações e contexto

A Rússia condenou o ataque e prometeu retaliar. O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou que 'tais ações não ficarão sem resposta'. Já a Ucrânia não assumiu a autoria, mas fontes do governo ucraniano, sob condição de anonimato, indicaram que o ataque faz parte de uma estratégia para enfraquecer a logística russa.

O Mar Negro tem sido palco de confrontos frequentes, com ambos os lados utilizando embarcações não tripuladas e drones aéreos. Em março, um navio de guerra russo foi danificado por um drone naval ucraniano.

Conclusão

O ataque ao petroleiro reforça a vulnerabilidade das rotas de navegação na região e a escalada do conflito para alvos civis e comerciais. A comunidade internacional monitora a situação, preocupada com possíveis interrupções no fornecimento de energia.

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