O setor fitness brasileiro, que já ultrapassa a marca de 62 mil estabelecimentos, está passando por uma transformação silenciosa: a crescente presença feminina na gestão e na condição de franqueadas. Executivas e investidoras da Ultra Academias analisam como esse novo perfil influencia decisões de investimento e altera a experiência oferecida dentro das unidades.
Participação feminina em alta
Dados do setor indicam que as mulheres já representam uma parcela significativa dos novos franqueados e gestores de academias. Segundo a Ultra Academias, a tendência reflete uma mudança cultural mais ampla, em que a liderança feminina ganha espaço em segmentos tradicionalmente dominados por homens.
“A mulher traz uma visão mais acolhedora e detalhista para a gestão, o que se traduz em um ambiente mais inclusivo e focado na experiência do aluno”, afirma uma executiva da rede, que prefere não se identificar.
Impacto na experiência do aluno
A presença feminina na gestão não apenas diversifica o perfil dos líderes, mas também altera a forma como as academias se relacionam com seus clientes. Decisões de investimento, por exemplo, passam a priorizar espaços de convivência, programas de bem-estar e atendimento personalizado.
“As mulheres gestoras tendem a valorizar mais o acolhimento e a criação de uma comunidade dentro da academia, o que aumenta a retenção de alunos”, explica a diretora de expansão da Ultra Academias.
Números que sustentam a tendência
Com mais de 62 mil academias no país, o mercado fitness movimenta bilhões de reais por ano. A participação feminina na gestão, embora ainda minoritária, cresce de forma consistente. Segundo a Associação Brasileira de Academias (ACAD), as mulheres já são cerca de 40% dos profissionais que atuam na área de educação física, e esse percentual tende a aumentar nos próximos anos.
“O futuro do setor passa pela diversidade. As mulheres estão liderando essa mudança, trazendo inovação e sensibilidade para um mercado que precisa se reinventar constantemente”, completa a executiva.
Franquias: um caminho para o empreendedorismo feminino
O modelo de franquias tem se mostrado uma porta de entrada para mulheres que desejam empreender no setor. A Ultra Academias, por exemplo, registra um aumento no número de franqueadas nos últimos anos, com destaque para regiões como o Nordeste e o Sudeste.
“Ser franqueada me deu a oportunidade de conciliar a vida profissional com a pessoal, e ainda contribuir para a saúde da minha comunidade”, relata uma franqueada da rede.
Desafios e oportunidades
Apesar dos avanços, as mulheres ainda enfrentam desafios como o acesso a crédito e a conciliação entre carreira e família. No entanto, especialistas apontam que o cenário é promissor. Programas de capacitação e mentoria têm sido criados para apoiar a liderança feminina no setor.
“Estamos vendo uma geração de mulheres preparadas, que não tem medo de assumir posições de destaque. Isso é apenas o começo”, conclui a diretora.
Com a expansão do setor e a diversificação do perfil dos gestores, as academias brasileiras tendem a se tornar mais inovadoras, inclusivas e alinhadas às necessidades de um público cada vez mais exigente.



