A Meta informou que possui US$ 279 bilhões em contratos futuros de locação, a maioria relacionados a data centers de inteligência artificial, que ainda não estão refletidos em seu balanço patrimonial. As obrigações totais para locações ainda não iniciadas somavam US$ 279 bilhões ao final do trimestre encerrado em 30 de junho, segundo a Meta em comunicado divulgado nesta quinta-feira. O valor representa um salto de 53% em relação aos US$ 183 bilhões do período anterior, à medida que o ritmo dos investimentos se acelera.
Detalhes dos compromissos
Os custos futuros se somam às locações já ativas e são uma combinação de compromissos de curto e longo prazo. A empresa afirmou que eles incluem data centers, colocações compartilhadas (colocations) e parte da infraestrutura de rede. Só em julho, a Meta adicionou US$ 68 bilhões em novos compromissos, com previsão de início entre 2027 e 2028.
Pressão sobre resultados
A dona do Facebook e do Instagram apresentou na quarta-feira uma previsão de receita trimestral abaixo do esperado, aumentando a pressão sobre o CEO Mark Zuckerberg para provar que a empresa colherá frutos suficientes de seu investimento massivo na corrida da inteligência artificial. Diferente de concorrentes como Microsoft Corp., Alphabet Inc. e Amazon.com Inc., a Meta não costuma vender poder computacional para clientes — o que torna um eventual excesso de investimento em data centers mais arriscado.
Questionamentos sobre nuvem
Durante a teleconferência com investidores na quarta-feira, Zuckerberg foi questionado repetidamente sobre qualquer potencial para um negócio de nuvem, mas não apresentou planos concretos. A empresa, que já possui uma das maiores infraestruturas de data centers do mundo, enfrenta o desafio de justificar o enorme gasto em capacidade computacional sem uma fonte de receita externa clara. Enquanto isso, a Meta continua a expandir seus compromissos futuros, apostando que a demanda por IA própria justificará o investimento.



