Mais IA e menos ESG no futuro da auditoria, aponta estudo
Mais IA e menos ESG no futuro da auditoria

Um estudo conduzido pela Association of Chartered Certified Accountants (ACCA) em parceria com a KPMG revela que a inteligência artificial (IA) generativa será a força mais transformadora na auditoria nos próximos três anos, enquanto as questões ambientais, sociais e de governança (ESG) perdem espaço nas prioridades do setor.

IA generativa lidera mudanças

De acordo com a pesquisa, 73% dos profissionais de auditoria acreditam que a IA generativa terá o maior impacto na profissão até 2027. A tecnologia é vista como capaz de automatizar tarefas repetitivas, analisar grandes volumes de dados e identificar padrões com maior precisão. "A IA generativa não é apenas uma ferramenta de eficiência; ela redefine o papel do auditor, permitindo foco em julgamento e análise crítica", afirmou Jamie Lyon, head de habilidades e setor da ACCA.

ESG perde relevância

Em contraste, o ESG, que dominou as discussões nos últimos anos, caiu para a sexta posição entre as tendências futuras, com apenas 28% dos entrevistados considerando-o uma prioridade. O estudo atribui essa queda à saturação regulatória e à dificuldade de mensuração consistente dos critérios ESG. "Houve um cansaço com a agenda ESG, especialmente devido à falta de padrões globais claros", comentou Carolina Gama, sócia de auditoria da KPMG no Brasil.

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Outras tendências em ascensão

Além da IA, outras tecnologias como blockchain e análise avançada de dados também aparecem como prioridades. A pesquisa, que ouviu mais de 2.000 profissionais de 150 países, indica que 62% dos auditores esperam que a IA generativa seja amplamente adotada em suas rotinas até 2025. Por outro lado, a segurança cibernética e a privacidade de dados surgem como preocupações crescentes, com 45% dos respondentes classificando-as como desafios críticos.

Impacto na formação profissional

O estudo também destaca a necessidade de requalificação da força de trabalho. Cerca de 80% dos líderes de auditoria afirmam que as habilidades em tecnologia serão tão importantes quanto as competências tradicionais em contabilidade nos próximos cinco anos. "O auditor do futuro precisará ser um híbrido: entender de dados, tecnologia e negócios, além de manter a ética e o ceticismo profissional", acrescentou Lyon.

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