A Telefônica Brasil divulgou nesta terça-feira (28) um lucro líquido de R$ 2,1 bilhões no segundo trimestre de 2026, alta de 17% em relação ao mesmo período do ano anterior. Já a TIM reportou ganho de R$ 1 bilhão, superando as expectativas do mercado. Os números refletem a recuperação do setor de telecomunicações após investimentos em infraestrutura de fibra óptica e 5G.
Telefônica: crescimento impulsionado por dados e banda larga
A operadora registrou receita líquida de R$ 12,5 bilhões, avanço de 8% na comparação anual. O EBITDA ajustado atingiu R$ 4,8 bilhões, com margem de 38,4%. Segundo a Telefônica, “o resultado foi puxado pelo segmento de banda larga fixa, que ganhou 300 mil novos clientes no trimestre, e pelo aumento do tráfego de dados móveis”. A empresa também destacou a expansão da rede 5G, que já cobre 80% das capitais brasileiras.
O lucro líquido de R$ 2,1 bilhões representa um ganho por ação de R$ 1,27. A dívida líquida ficou em R$ 14,3 bilhões, estável em relação ao trimestre anterior. A companhia informou que continuará investindo na modernização da rede, com previsão de desembolsos de R$ 9 bilhões em 2026.
TIM supera projeções com controle de custos
A TIM apresentou lucro líquido de R$ 1 bilhão, alta de 12% ante o mesmo período de 2025. A receita líquida somou R$ 8,7 bilhões, crescimento de 6%. O EBITDA foi de R$ 3,5 bilhões, com margem de 40,2%. De acordo com a operadora, “a disciplina financeira e o foco em clientes de alto valor foram determinantes para o desempenho”. A empresa reduziu em 3% as despesas operacionais, mesmo com a inflação de custos.
O número de clientes pós-pago cresceu 5%, para 55 milhões, enquanto o pré-pago caiu 2%, refletindo a estratégia de migração para planos de maior rentabilidade. A TIM também anunciou a conclusão do processo de desligamento da rede 3G em 90% do território nacional, liberando espectro para o 5G.
Perspectivas para o setor de telecomunicações
Analistas do mercado apontam que os resultados das duas operadoras indicam uma tendência de consolidação do crescimento no setor. “A combinação de maior demanda por dados, eficiência operacional e maturação dos investimentos em fibra óptica e 5G está gerando margens mais saudáveis”, afirmou Carlos Silva, analista da XP Investimentos. Ele acrescentou que a competição por clientes de alta renda continua intensa, mas que as empresas estão conseguindo diferenciar suas ofertas.
O setor de telecomunicações brasileiro tem mostrado resiliência mesmo diante de juros elevados. As operadoras têm adotado estratégias de redução de custos e aumento de receita com serviços digitais, como streaming e segurança cibernética. A expectativa para o segundo semestre é de manutenção do ritmo de crescimento, com possíveis novas fusões e aquisições no segmento de infraestrutura.



