Uganda declara fim do surto de Ebola após 42 dias de monitoramento
Uganda declara fim do surto de Ebola após 42 dias

O ministro da Saúde de Uganda, Chris Baryomunsi, declarou o país livre do Ebola, após o surto mais recente que infectou 20 pessoas e causou duas mortes. O anúncio foi feito nesta terça-feira, após o cumprimento do período obrigatório de monitoramento de 42 dias.

Detalhes do surto e resposta das autoridades

O surto foi declarado em meados de maio de 2026, com 15 dos 20 casos confirmados originários da vizinha República Democrática do Congo, epicentro de uma epidemia maior com mais de 3.000 casos confirmados. O último paciente com Ebola em Uganda era um cidadão congolês e recebeu alta em 22 de junho. No entanto, o período de monitoramento de 42 dias foi contado a partir da alta do último paciente ugandense com transmissão local, ocorrida em 16 de junho de 2026.

“Ao longo desse período, o Ministério da Saúde manteve vigilância intensiva em todo o país e nenhum novo caso de Ebola foi detectado”, afirmou Baryomunsi. Dos 20 infectados, 18 receberam alta e dois morreram, ambos naturais da República Democrática do Congo.

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Vulnerabilidade histórica e desafios futuros

Uganda sofreu vários surtos de Ebola desde o primeiro em 2000. As autoridades afirmam que o país adquiriu experiência ao longo dos anos, permitindo controlar rapidamente as infecções recentes com disseminação limitada na comunidade. Entretanto, as numerosas florestas tropicais de Uganda, repletas de morcegos frugívoros — reservatórios naturais do vírus — tornam o país vulnerável a surtos frequentes.

O vírus Ebola é transmitido pelo contato com fluidos corporais e tecidos infectados. Os sintomas incluem dor de cabeça, vômito com sangue, dores musculares e sangramento. A rápida identificação e isolamento de casos é crucial para conter a propagação.

Contexto regional e declaração oficial

A declaração de fim do surto segue os critérios da Organização Mundial da Saúde, que exige 42 dias sem novos casos após a alta do último paciente confirmado. Apesar do surto ter sido limitado, a OMS e as autoridades locais permanecem em alerta devido à circulação do vírus na região, especialmente na República Democrática do Congo.

“O sucesso no controle do surto se deve à experiência acumulada e à rápida ativação de mecanismos de vigilância”, destacou o ministro. Uganda tem enfrentado surtos de Ebola desde 2000, e cada epidemia contribuiu para fortalecer o sistema de saúde. Equipes de resposta rápida foram mobilizadas para rastrear contatos e isolar pacientes.

O Ministério da Saúde de Uganda destacou que, apesar do fim do surto, a vigilância continuará em todo o país, especialmente nas regiões de fronteira e nas áreas de floresta onde os morcegos frugívoros são comuns. A população foi orientada a procurar atendimento médico ao apresentar sintomas suspeitos e a evitar contato com animais silvestres. Baryomunsi encerrou a coletiva reafirmando que Uganda está novamente livre do Ebola, encerrando mais um capítulo na luta contra a doença no país.

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