A prévia da inflação de julho veio abaixo das expectativas, enquanto os mercados asiáticos enfrentaram uma forte liquidação no setor de chips, levando o índice Kospi a cair 11% e ser suspenso temporariamente. No Brasil, o Ibovespa futuro subiu 1% com o dado de inflação e balanços no radar. Política e negócios também têm destaque, com a abertura de mercados para produtos agropecuários brasileiros e o depoimento de Flávio Bolsonaro marcado.
Inflação abaixo do esperado
O IPCA-15, prévia da inflação oficial, subiu 0,06% em julho, resultado inferior ao projetado pelo mercado. O dado aliviou as preocupações com pressões inflacionárias e impulsionou os ativos de risco, com o Ibovespa futuro registrando alta de 1% na abertura. A leitura mais branda também reduz a pressão sobre o Banco Central para elevar a Selic, embora os juros futuros ainda reflitam cautela.
Crise em chips derruba bolsas asiáticas
Uma nova crise no setor de semicondutores provocou um sell-off global, com destaque para a Coreia do Sul. O índice Kospi desabou 11% na sessão, levando a bolsa a suspender temporariamente as negociações. O movimento foi puxado por preocupações com a demanda por chips e tensões geopolíticas entre EUA e China. As bolsas da Ásia fecharam em forte queda, contaminando o humor dos investidores em outros mercados.
Política: depoimentos e alianças
Na política brasileira, o senador Flávio Bolsonaro deve prestar depoimento à Polícia Federal em inquérito que apura calúnia contra o presidente Lula. O PT confirmou Patrus Ananias como candidato ao governo de Minas Gerais e Marília Arraes ao Senado, mas o partido ainda negocia o nome do vice na chapa. Em Pernambuco, pesquisa Genial/Quaest mostra Raquel Lyra com 45% das intenções de voto contra 39% de João Campos. Já a chamada 'Bancada Zambelli' terá mãe, irmão e advogado da ex-deputada como candidatos nas eleições municipais.
Agronegócio: novos mercados
O Brasil abriu mercados para produtos agropecuários na China, Paraguai e Palau. A medida amplia as oportunidades para exportadores brasileiros, especialmente no setor de carnes e grãos. A China, maior parceiro comercial do país, continua sendo o foco principal, enquanto Paraguai e Palau representam novos destinos.
Empresas em destaque
O Santander ensaia uma recuperação após cair 15% no ano, com o balanço do segundo trimestre sendo visto como possível gatilho para alta. A WEG recebeu mais uma elevação de recomendação, agora do Goldman Sachs, que fez upgrade, mas manteve cautela. A Unilever elevou suas projeções após o volume de vendas atingir o maior nível em mais de 16 anos. A Simpar reportou alta de 8,8% na receita do segundo trimestre e redução da alavancagem. No setor financeiro, o JPMorgan divulgou suas escolhas em ações de utilities, após desempenho abaixo do setor.
Investimentos e finanças pessoais
O mercado de capitais bateu recorde no primeiro semestre, apesar de sustos no crédito. O gestor da Armor alertou que o quadro das contas públicas só tende a piorar nos próximos anos. A Kinea afirma que inteligência artificial é um 'grande truque de mágica' e que o investidor deve focar em chips. Em finanças pessoais, seis em cada dez brasileiros esperam se manter com a aposentadoria do INSS na velhice. O programa Desenrola 2.0 termina neste domingo, e a Caixa distribui lucro do FGTS, com regras para consulta e recebimento.
Mundo: impactos e geopolítica
O Kremlin acusou a Ucrânia de ampliar a 'atividade terrorista' e negou ligação entre Trump e Putin. Trump receberá Netanyahu e Zelenskiy em meio a fases críticas das guerras. O New York Times reporta que a IA entrou na campanha eleitoral americana como fonte de informação para eleitores. Na Argentina, a Fundação Cobra Coral suspendeu a 'assistência climática' após falas de Milei. A Johnson & Johnson pagará US$ 5,5 bilhões para encerrar processos relacionados a talco. E a Anthropic propôs restrição à venda de chips à China em meio ao debate sobre IA.



