J&J fecha acordo recorde de US$ 5,5 bi por casos de câncer ligados ao talco
J&J fecha acordo de US$ 5,5 bi por talco cancerígeno

A Johnson & Johnson (J&J) anunciou um acordo de US$ 5,5 bilhões para encerrar aproximadamente 76 mil processos judiciais que alegam que seus produtos à base de talco causaram câncer. O valor recorde encerra 15 anos de disputas legais e depende da adesão de pelo menos 95% dos reclamantes.

Detalhes do acordo

O acordo, divulgado em 27 de julho de 2026, prevê que a J&J pague o montante em parcelas ao longo de um período ainda não especificado. A empresa afirma que seu talco nunca conteve amianto, substância cancerígena, e que retirou voluntariamente o produto do mercado em 2023. A maioria dos processos alega que o talco, usado em produtos como o Baby Powder, causou câncer de ovário e outros tipos.

Reações e contexto

Segundo a J&J, o acordo visa eliminar a incerteza dos litígios e permitir que a empresa “foco em sua missão de desenvolver medicamentos”. A companhia já havia tentado anteriormente resolver os casos por meio de falência de uma subsidiária, mas a estratégia foi rejeitada por tribunais. Agora, a abordagem é um acordo direto com os advogados dos reclamantes.

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“O acordo representa um passo importante para resolver um longo capítulo de disputas”, disse um porta-voz da J&J. Cerca de 95% dos reclamantes precisam concordar com os termos para que o acordo seja definitivo. Caso o percentual não seja atingido, a empresa pode recorrer a outras medidas legais.

Impacto financeiro e de mercado

O pagamento de US$ 5,5 bilhões equivale a aproximadamente R$ 28 bilhões na cotação atual. A J&J registrou provisões em seus balanços para cobrir o custo, mas o montante final pode ser ajustado. As ações da empresa tiveram leve alta após o anúncio, refletindo a expectativa de que o acordo reduza riscos futuros.

Histórico dos litígios

Desde 2009, a J&J enfrenta alegações de que seu talco estava contaminado com amianto. Em 2020, a empresa interrompeu as vendas do Baby Powder nos Estados Unidos e Canadá, e em 2023 retirou o produto globalmente. Cerca de 76 mil ações ainda tramitavam, a maioria em tribunais estaduais e federais. O acordo abrange todas as reivindicações atuais e futuras relacionadas ao talco.

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