Operadora da Havanna no Brasil integra grupo em recuperação de R$ 127 mi
Havanna Brasil em recuperação extrajudicial de R$ 127 mi

A operadora da marca Havanna no Brasil, conhecida por suas alfajores e cafeterias, anunciou que passou a integrar um grupo empresarial que está em processo de recuperação extrajudicial. O pedido, que envolve uma dívida de R$ 127 milhões, foi homologado pela Justiça e abrange a holding e outras empresas do mesmo grupo econômico.

A informação foi divulgada com exclusividade e detalha que a medida busca reestruturar os passivos financeiros e garantir a continuidade das operações. A recuperação extrajudicial é um instrumento legal que permite a negociação direta com credores, sem a necessidade de intervenção judicial profunda.

O que muda para os consumidores e funcionários

Segundo a empresa, a operação das lojas físicas, do e-commerce e dos pontos de venda em supermercados não será interrompida. A marca Havanna, que é originária da Argentina, conta com mais de 100 pontos de venda no Brasil, incluindo quiosques e lojas próprias. A recuperação extrajudicial não afeta o dia a dia dos clientes, que continuarão encontrando os produtos normalmente.

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Os funcionários também não devem ser impactados imediatamente, já que a medida visa apenas a renegociação de dívidas com instituições financeiras e fornecedores. No entanto, especialistas alertam que a recuperação extrajudicial pode ser um primeiro passo para uma reestruturação mais ampla, caso as negociações não avancem.

Detalhes da dívida e do grupo

A dívida de R$ 127 milhões é concentrada em debêntures e empréstimos bancários. O grupo, que atua em diferentes segmentos, busca alongar prazos e obter descontos nos pagamentos. A recuperação extrajudicial é uma alternativa mais rápida e menos burocrática do que a recuperação judicial, mas exige a concordância de pelo menos 60% dos credores de cada classe.

De acordo com o advogado responsável pelo caso, a negociação já estava em andamento há alguns meses e a homologação do pedido é um passo importante para a sustentabilidade financeira do grupo. "A recuperação extrajudicial é a melhor saída para preservar a empresa e os empregos, evitando a falência", afirmou.

Impacto no mercado de franquias

A Havanna é uma das marcas mais tradicionais no segmento de cafeterias e doces finos no Brasil. A notícia da recuperação extrajudicial pode gerar apreensão entre franqueados e consumidores, mas a empresa reforça que as lojas continuarão operando normalmente. O setor de alimentação fora do lar tem enfrentado desafios com a alta da inflação e a redução do poder de compra, o que tem levado outras redes a buscarem reestruturações semelhantes.

Especialistas do varejo apontam que a recuperação extrajudicial é um sinal de que o grupo está buscando resolver seus problemas de forma proativa, o que pode ser visto como positivo pelo mercado. No entanto, a confiança dos consumidores é fundamental para a recuperação da marca.

Próximos passos

O grupo agora tem um prazo para apresentar o plano de recuperação aos credores, que deverá ser aprovado em assembleia. Se aprovado, o plano será homologado pelo juiz e as empresas poderão retomar seus investimentos. A Havanna planeja continuar com seus planos de expansão, embora de forma mais cautelosa, priorizando a rentabilidade dos pontos de venda existentes.

A recuperação extrajudicial não é uma novidade no mercado brasileiro, mas tem se tornado mais comum em um cenário de juros altos e dificuldades de crédito. A expectativa é que o processo seja concluído em até seis meses, trazendo alívio financeiro ao grupo.

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