Empresas de médio porte estão descobrindo que o galpão parado no balanço vale mais como garantia do que como patrimônio ocioso. O crédito com garantia real, antes restrito a grandes companhias, agora chega ao médio porte com taxas que representam uma fração do capital de giro tradicional.
Como funciona o crédito com garantia real para médias empresas
Vinicius Teixeira, fundador da GX Capital, criou um método para destravar o ativo travado de médias empresas e facilitar o acesso a empréstimos com taxas mais baixas. A ideia é usar galpões, plantas industriais e outros imóveis como garantia, reduzindo o risco para os credores e, consequentemente, os juros para os tomadores.
Segundo Teixeira, as taxas podem chegar a uma fração do capital de giro tradicional, tornando a operação atrativa para empresas que precisam de capital para investir em expansão, modernização ou capital de giro.
Vantagens para o médio empresário
Para o empresário de médio porte, a principal vantagem é a possibilidade de obter crédito com custo menor, sem precisar vender o imóvel. Além disso, o processo é mais rápido do que o financiamento imobiliário convencional, pois o imóvel já está no balanço da empresa e não requer novas avaliações complexas.
Outro benefício é a flexibilidade: o crédito pode ser usado para qualquer finalidade, desde a compra de máquinas até a expansão da produção. A garantia real também permite prazos mais longos, compatíveis com o retorno do investimento.
Impacto no crescimento das empresas
A iniciativa da GX Capital já atraiu a atenção de médias empresas de diversos setores, como indústria, logística e comércio. A expectativa é que o modelo se popularize, ajudando a destravar o potencial de crescimento de centenas de companhias que antes dependiam de linhas de crédito mais caras.
"O galpão que antes era apenas um custo no balanço agora se transforma em uma ferramenta de alavancagem financeira", afirma Teixeira. Com isso, o crédito com garantia real se consolida como uma alternativa viável para o médio empresário brasileiro.



