DF Group: defesa critica prisões e empresa pode ter 2 mil vítimas
DF Group: defesa critica prisões; 2 mil vítimas

A defesa do DF Group, grupo suspeito de aplicar golpes em investidores, classificou como "desproporcionais e juridicamente questionáveis" as prisões do fundador e CEO Douglas Fonseca e de outros 10 investigados. A equipe jurídica informou que busca a revisão das medidas cautelares impostas pela Justiça. Na terça-feira (14), a Justiça prorrogou a prisão temporária dos suspeitos. Após os cinco dias, a Polícia Civil pode solicitar a conversão para prisão preventiva.

Mais de 2 mil vítimas e 500 boletins registrados

De acordo com o superintendente de operações integradas da Secretaria de Segurança Pública do Piauí (SSP-PI), delegado Matheus Zanatta, as buscas continuam por Tharsio Moura Soares Gusmão, alvo da operação que permanece foragido. A empresa pode ter feito mais de 2 mil vítimas, e mais de 500 boletins de ocorrência foram registrados após a operação.

Nota da defesa do DF Group

Em nota divulgada nas redes sociais, a defesa informou que, devido à suspensão das atividades e ao bloqueio de contas e ativos financeiros, a empresa está impossibilitada de realizar pagamentos ou qualquer movimentação financeira aos investidores. "Restabelecidas as atividades, a DF Trader iniciará o processo de contato com todos os investidores para negociar e regularizar as pendências eventualmente existentes da melhor forma jurídica e operacional possível", garantiu.

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A defesa esclareceu ainda que os consultores e parceiros não detêm poder de gestão ou administração financeira sobre os recursos atingidos pelas medidas judiciais, e que repudia relatos de ameaças contra essas pessoas. A legalidade das prisões já está sendo discutida no Poder Judiciário, e a defesa busca a revisão das demais cautelares.

Lista dos investigados

Os investigados são: Janda Maira de Sousa Silva; Ícaro Teixeira de Sousa; Douglas Fonseca Araújo, CEO e proprietário da DF Group; Milena Alves Torres; Jaquenilson Alvino de Sousa Abreu; Lucas Soares Coutinho; Viviane Alves da Silva, gerente da DF Group; Caio Fonseca Araújo; Caio Guilherme Campelo; Vitória Gabriely Conceição Fonseca Araújo; Eduardo Lima de Sousa.

Promessa de lucros mensais de até 10%

A polícia informou que o trader preso suspeito de estelionato e lavagem de dinheiro prometia lucros mensais de até 10% aos investidores. A empresa atraía clientes com promessas de altos rendimentos, mas as atividades foram suspensas após a operação policial.

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