Com tarifaço dos EUA, Paraguai cresce como destino de exportações da indústria de cerâmica
Com tarifaço dos EUA, Paraguai cresce como destino de cerâmica

A indústria brasileira de cerâmica está redirecionando suas exportações para o Paraguai após o aumento das tarifas impostas pelos Estados Unidos. Segundo a Associação Nacional da Indústria Cerâmica (Anicer), as vendas para o país vizinho cresceram 35% no primeiro semestre de 2026, em comparação com o mesmo período do ano anterior. O Paraguai tornou-se o segundo maior destino das exportações do setor, atrás apenas da Argentina.

Impacto do tarifaço dos EUA

O governo norte-americano elevou as tarifas de importação para produtos cerâmicos brasileiros em até 25%, como parte de uma medida protecionista anunciada no início do ano. Isso levou a uma queda de 40% nas exportações para os Estados Unidos, que antes representavam 15% do total vendido pelo setor. A Anicer estima que o prejuízo com a medida ultrapasse US$ 50 milhões em 2026.

Estratégia de diversificação

Para compensar as perdas, as empresas brasileiras buscaram novos mercados na América do Sul. O Paraguai, com sua economia em crescimento e demanda por materiais de construção, tornou-se uma alternativa viável. "O Paraguai tem se mostrado um parceiro comercial confiável e com potencial de crescimento", afirma Carlos Alberto de Oliveira, presidente da Anicer. "Estamos investindo em logística e parcerias locais para consolidar essa presença."

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Números do setor

No primeiro semestre de 2026, as exportações de cerâmica para o Paraguai totalizaram US$ 120 milhões, contra US$ 89 milhões no mesmo período de 2025. O volume embarcado cresceu 28%, atingindo 450 mil toneladas. Os principais produtos vendidos são revestimentos cerâmicos, telhas e blocos estruturais.

Perspectivas futuras

A Anicer projeta que, se o tarifaço dos EUA persistir, o Paraguai poderá se tornar o principal destino das exportações brasileiras de cerâmica até 2027. O setor também estuda ampliar a presença em outros países da região, como Bolívia e Peru. "Estamos diversificando para reduzir a dependência de um único mercado", conclui Oliveira.

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