A BYD, fabricante chinesa líder de vendas no Brasil, apresentou nesta terça-feira (4) o novo Song Pro Super-Híbrido Flex Fuel, atualização do SUV médio que se torna o segundo modelo da marca no país equipado com motorização híbrida plug-in capaz de funcionar com etanol, gasolina ou eletricidade. O lançamento sucede o Atto 2 Flex e reforça a estratégia da fabricante de adaptar sua tecnologia eletrificada ao mercado brasileiro, ampliando a oferta de veículos que aceitam o combustível nacional.
Design renovado e cabine atualizada
As alterações mais visíveis estão no design. Na dianteira, o SUV adota a linguagem "Dragon Face", identidade visual da linha Dynasty da fabricante, com novos faróis, grade redesenhada e para-choque com desenho inédito. Na lateral, mudam o formato da coluna C e o desenho das rodas de 18 polegadas. Por dentro, a cabine recebeu acabamento em black piano, painel redesenhado e um novo cluster integrado com a multimídia. O teto solar, já presente na geração anterior, permanece disponível.
Motorização híbrida flex
Sob o capô, a maior novidade: o conjunto mecânico mantém o motor 1.5 a combustão trabalhando em conjunto com um motor elétrico. A potência combinada chega a 218 cv na versão GL e 219 cv na GS, com torque máximo de 30 kgfm. A aceleração de 0 a 100 km/h é feita em 8,6 segundos (GL) e 8,8 segundos (GS), com velocidade máxima de 180 km/h. Em comparação ao modelo anterior, que rodava apenas com gasolina, o Song Pro híbrido flex perdeu até 17 cv de potência e 13 kgfm de torque, tornando-se mais lento na aceleração: a geração antecessora cumpria a prova em 7,9 segundos.
Consumo e autonomia
Em termos de consumo, a versão GL registrou no Inmetro 12,1 km/l na cidade e 10,7 km/l na estrada com etanol; com gasolina, faz 16 km/l na cidade e 13,9 km/l na estrada. A configuração GS registra 11,7 km/l na cidade com etanol e 10,5 km/l na estrada, enquanto com gasolina as médias são de 16 km/l na cidade e 13,9 km/l em rodovias. As duas versões utilizam baterias Blade, com capacidades diferentes: a GL tem 13,1 kWh e a GS, 18,3 kWh. A autonomia elétrica declarada é de até 57 km na GL e 72 km na GS. Já a autonomia combinada no ciclo NEDC chega a 1.075 km e 1.105 km com gasolina, ou 775 km e 805 km com etanol, segundo a BYD.
Conectividade e equipamentos
Outra mudança está na conectividade: a central multimídia de 12,8 polegadas passa a utilizar serviços do Google diretamente no sistema do veículo. O SUV mantém Apple CarPlay e Android Auto sem fio, atualização remota (OTA), comandos de voz "Hi BYD", pacote de dados 4G e sistema de som com oito alto-falantes. Na versão GS, há ainda carregador de celular por indução de 50 W com ventilação, teto solar panorâmico, sensor de chuva, retrovisor interno fotocrômico, vidros dianteiros laminados e pacote ampliado de assistentes à condução.
Segurança e preços
O Song Pro mantém seis airbags em todas as versões e oferece pacote de assistentes de condução (ADAS), incluindo controle de cruzeiro adaptativo, frenagem autônoma de emergência, assistente de permanência em faixa, reconhecimento de placas de trânsito e farol alto automático. Na versão GS, também estão disponíveis monitor de ponto cego, alerta de tráfego cruzado traseiro, frenagem automática para tráfego cruzado e alerta de abertura de portas. Os preços não foram divulgados oficialmente, mas a expectativa é que o modelo chegue às concessionárias nas próximas semanas. Com essa ampliação, a BYD consolida sua presença no segmento de SUVs híbridos flex, oferecendo uma alternativa eficiente e sustentável para o mercado brasileiro.



