A Burberry, marca britânica de luxo, reportou um aumento de 5% nas vendas comparáveis do primeiro trimestre fiscal, encerrado em 29 de junho de 2024, em relação ao mesmo período do ano anterior. O crescimento foi impulsionado por uma forte recuperação na China e na Europa, superando as expectativas de analistas que previam estabilidade ou leve queda.
Desempenho por regiões
Na China continental, as vendas cresceram 15%, impulsionadas por uma base de comparação favorável e pelo aumento do tráfego nas lojas. Na Europa, o avanço foi de 10%, beneficiado pelo turismo. Já nas Américas, as vendas caíram 2%, refletindo um ambiente mais desafiador para o luxo, com consumidores cautelosos diante da inflação.
O CEO da Burberry, Jonathan Akeroyd, destacou: “Estamos satisfeitos com o início do ano fiscal, com crescimento em todas as regiões, exceto Américas. Nossa estratégia de elevar a marca e focar em produtos de couro está rendendo frutos.”
Estratégia e perspectivas
A empresa mantém a orientação para o ano fiscal de 2025, prevendo crescimento de vendas de médio dígito único. A Burberry continua investindo em lojas próprias e marketing, especialmente na Ásia, onde vê potencial de expansão. A receita total do trimestre foi de £ 458 milhões, com margem operacional ajustada de 18%.
Analistas do Credit Suisse comentaram: “Os resultados da Burberry mostram resiliência em um mercado de luxo incerto. A forte demanda chinesa é um sinal positivo para o setor.”
Mercado de luxo e concorrência
O desempenho da Burberry contrasta com o de concorrentes como Gucci e Louis Vuitton, que reportaram desaceleração. A marca britânica tem se beneficiado de uma base de clientes mais diversificada e de um portfólio de produtos atualizado. A empresa também anunciou a abertura de novas lojas em Xangai e Pequim.
Apesar do otimismo, a Burberry enfrenta riscos como a desaceleração econômica global e a volatilidade cambial. O resultado do primeiro trimestre, no entanto, reforça a confiança dos investidores, com as ações subindo 3% após o anúncio.



