O BTG Pactual reativou sua securitizadora, a BTG Pactual Securitizadora, e planeja expandir as operações no mercado de capitais. A iniciativa visa aumentar a participação do banco em emissões de Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) e Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs).
Estratégia de expansão
A securitizadora do BTG Pactual estava inativa há alguns anos, mas agora retoma as atividades com uma equipe dedicada. O banco pretende alavancar sua base de clientes e originação de ativos para crescer nesse segmento. Segundo fonte próxima ao banco, a meta é se tornar uma das principais securitizadoras do país em até três anos.
O movimento ocorre em um momento de aquecimento do mercado de securitização no Brasil, impulsionado pela busca por alternativas de financiamento de longo prazo. Em 2025, as emissões de CRIs e CRAs somaram R$ 120 bilhões, alta de 25% ante 2024.
Impacto no mercado
A reativação da securitizadora do BTG Pactual deve aumentar a concorrência no setor, atualmente dominado por empresas como a Ecoagro e a Vórtx. O banco espera oferecer taxas competitivas e maior eficiência nas operações. "Temos uma vantagem competitiva por nossa escala e conhecimento do mercado", afirmou o executivo responsável pela área.
Com a expansão, o BTG Pactual também planeja atuar em outros produtos de securitização, como debêntures e fundos de investimento em direitos creditórios (FIDCs). A expectativa é que a securitizadora contribua para o crescimento das receitas do banco nos próximos anos.



