Anfitriões que conseguem manter seus imóveis alugados por mais dias não se destacam apenas pela qualidade do imóvel, mas sim pela experiência que oferecem aos hóspedes. Um estudo do Airbnb, divulgado em parceria com a Pressworks, revela que esses anfitriões têm uma taxa de ocupação até 40% maior e faturam significativamente mais. A pesquisa analisou dados de milhares de anúncios e entrevistou os anfitriões mais bem-sucedidos.
O diferencial está nos detalhes
Segundo o levantamento, 78% dos anfitriões com maior número de dias ocupados investem em pequenos gestos, como um guia personalizado da vizinhança, itens de boas-vindas ou recomendações de restaurantes locais. “Não é o imóvel em si, mas a sensação de acolhimento que faz o hóspede querer voltar ou indicar para amigos”, afirma Carlos Mendes, diretor de operações do Airbnb no Brasil. Esses anfitriões também respondem a mensagens em menos de uma hora, em média, o que aumenta a confiança do hóspede.
Estratégias que funcionam
O estudo aponta que 65% dos anfitriões de alto desempenho mantêm uma comunicação proativa antes e durante a estadia. Eles enviam informações sobre o check-in, dicas de transporte e até sugestões de passeios. Além disso, 82% deles oferecem flexibilidade no horário de check-in e check-out, quando possível. “A flexibilidade é um dos fatores mais valorizados pelos hóspedes hoje”, diz Mendes.
Impacto na renda
A diferença na receita é notável: enquanto um anfitrião médio fatura cerca de R$ 3.500 por mês, os que aplicam essas práticas chegam a R$ 5.000 mensais, um aumento de 42%. A taxa de ocupação média desses anfitriões é de 85%, contra 55% dos demais. “Investir em experiência é mais rentável do que reformar o imóvel”, conclui o executivo.
Como começar
Para quem deseja melhorar o desempenho, o Airbnb recomenda: criar um manual do hóspede com informações úteis, manter a agenda atualizada e pedir avaliações. Pequenas mudanças, como oferecer café ou um mapa da região, podem fazer grande diferença.



