A Ambev registrou lucro líquido de R$ 3,47 bilhões no segundo trimestre de 2026, conforme balanço divulgado nesta quinta-feira. O resultado representa uma alta significativa em relação ao mesmo período do ano anterior, impulsionado pelo fortalecimento das vendas no mercado brasileiro e pela recuperação da margem operacional. Já a Motiva, empresa do setor de energia, apresentou ganho de 57% no trimestre, reflexo da reestruturação de custos e do aumento da produção.
Desempenho da Ambev no segundo trimestre
A Ambev, maior cervejaria da América Latina, superou as expectativas do mercado com um lucro de R$ 3,47 bilhões. O Ebitda ajustado atingiu R$ 6,2 bilhões, com margem de 34,5%, impulsionado pela eficiência operacional e pela redução de despesas. O volume de vendas de cerveja cresceu 3,2% no Brasil, enquanto a receita líquida totalizou R$ 18,1 bilhões. A companhia atribuiu o bom desempenho à retomada do consumo em bares e restaurantes e ao sucesso do portfólio premium.
Resultados da Motiva no segundo trimestre
A Motiva, controlada pela Petrobras e pela Mubadala, reportou um ganho de 57% no segundo trimestre, com lucro líquido de R$ 1,2 bilhão. A empresa beneficiou-se da elevação dos preços do petróleo e da otimização de suas refinarias. O Ebitda da Motiva somou R$ 2,8 bilhões, com margem de 42%. Segundo a diretoria, a companhia está focada em melhorar a eficiência e reduzir custos operacionais.
Impacto no mercado de ações
Os resultados positivos impulsionaram as ações das duas empresas. As ações da Ambev fecharam em alta de 3,5% na B3, enquanto os papéis da Motiva valorizaram 6,2% no mesmo dia. Analistas destacam que o desempenho reforça a confiança no setor de consumo e energia. A expectativa é de que ambas as companhias mantenham a trajetória de crescimento no segundo semestre, apesar dos desafios macroeconômicos.
Perspectivas para o restante de 2026
A Ambev projeta continuidade na melhora das margens, enquanto a Motiva espera novos ganhos com a expansão da capacidade de refino. O mercado acompanha de perto os próximos balanços, que devem confirmar a tendência de recuperação econômica. Especialistas recomendam atenção aos custos de insumos e à volatilidade cambial, que podem impactar os resultados futuros.



