Aizomê quebra tabu e passa a servir salmão após 18 anos
Aizomê quebra tabu e passa a servir salmão após 18 anos

O restaurante Aizomê, um dos mais emblemáticos da gastronomia japonesa no Brasil, comandado pela chef Telma Shimizu, acaba de quebrar um tabu que durou 18 anos: pela primeira vez desde a inauguração, em 2008, o salmão entra no cardápio. A decisão foi anunciada pela chef em entrevista ao Paladar, do Estadão, e marca uma virada na proposta do estabelecimento.

Por que o salmão ficou de fora por tanto tempo?

Desde o início, Shimizu optou por uma abordagem mais fiel à tradição japonesa, na qual o salmão não ocupa o papel central que tem no Brasil. Em vez disso, o Aizomê transformou a ausência do peixe em uma oportunidade para apresentar ingredientes menos convencionais, como sardinha, manjuba e outras espécies nacionais da costa brasileira. A estratégia rendeu ao restaurante uma identidade única e fiel à culinária nipônica.

A virada: sustentabilidade e rastreabilidade

A chef, que também é embaixadora da Boa Vontade para a Difusão da Gastronomia Japonesa, sempre teve ressalvas quanto ao salmão, especialmente em relação aos métodos de criação e impactos ambientais. Após anos de pesquisa e conversas com fornecedores, o ponto de virada veio em 2025, quando conheceu uma operação na Patagônia chilena. "O projeto apresentava características que antes ainda não havia encontrado", explicou Shimizu.

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O salmão servido no Aizomê

O salmão que agora integra o menu vem de uma fazenda no extremo sul do Chile, com certificações internacionais de sustentabilidade, rastreabilidade e bem-estar animal. Segundo a chef, o ambiente de águas frias reduz a ocorrência de doenças e elimina a necessidade de antibióticos na criação. "É um salmão que atende aos critérios que sempre busquei", afirmou.

A novidade sinaliza uma virada criativa no Aizomê, que também lançou um novo cardápio de sobremesas recentemente, após quase duas décadas de história.

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