O Senado do Chile aprovou nesta quarta-feira (16) a reforma econômica e tributária proposta pelo governo do presidente José Antonio Kast. A votação, que durou mais de 12 horas, terminou com 28 votos a favor e 18 contra. O projeto agora retorna à Câmara dos Deputados para análise das modificações feitas pelos senadores.
Detalhes da reforma
A reforma prevê a redução do imposto corporativo de 27% para 25% ao longo de quatro anos, além de simplificar o sistema tributário com a eliminação de vários tributos menores. O governo estima que a medida pode aumentar o PIB em até 1,5% ao ano. O ministro da Fazenda, Marcelo Díaz, afirmou que “esta reforma é fundamental para retomar o crescimento econômico e gerar empregos”.
Impacto econômico
Segundo o governo, a reforma deve reduzir a arrecadação em cerca de US$ 3 bilhões no primeiro ano, mas a expectativa é de compensação com o aumento da atividade econômica. A oposição criticou o projeto, argumentando que ele beneficia principalmente os mais ricos e pode aumentar a desigualdade. O senador socialista Juan Pablo Letelier declarou: “Estamos aprovando uma reforma que entrega recursos para quem já tem muito, enquanto os serviços públicos continuam sucateados”.
Próximos passos
Com a aprovação no Senado, o texto segue para a Câmara, onde já havia sido aprovado em primeiro turno, mas com alterações. A expectativa é de que a votação ocorra nas próximas semanas. O governo precisa de maioria simples para aprovação definitiva. Caso seja aprovado, o projeto segue para sanção presidencial.



