A Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee) está analisando a lista de exceções do novo tarifaço anunciado pelo governo federal e reforça que continuará negociando para ampliar as isenções sobre insumos do setor. A entidade considera que as medidas podem impactar a competitividade da indústria nacional.
Posição da Abinee sobre o novo tarifaço
Em nota oficial, a Abinee informou que está avaliando detalhadamente a lista de produtos que ficaram de fora das alíquotas elevadas. O presidente da associação, Humberto Barbato, afirmou que a entidade 'reitera seu esforço para garantir mais isenções, especialmente para insumos sem produção nacional equivalente'.
Segundo Barbato, a indústria eletroeletrônica depende de componentes importados que não têm similar no Brasil. 'Cerca de 40% dos insumos do setor são importados, e muitos não possuem produção local', destacou.
Impactos esperados para o setor
A Abinee estima que o novo tarifaço pode elevar os custos de produção em até 5% no curto prazo, afetando a competitividade das empresas brasileiras. A entidade defende que a política tarifária deve ser seletiva e focar em produtos que realmente estimulem a produção nacional.
Barbato ressaltou que a associação já apresentou ao governo uma lista de 200 itens que deveriam ser mantidos com alíquotas reduzidas. 'Vamos continuar dialogando para evitar que a medida prejudique a indústria e o consumidor final', completou.
Próximos passos das negociações
A Abinee planeja se reunir com representantes do Ministério da Economia e da Camex nas próximas semanas. A entidade também estuda ações judiciais caso as isenções não sejam ampliadas. 'Não descartamos nenhuma medida para proteger a competitividade do setor', afirmou Barbato.



