Por que sua vaga ainda não fechou? Especialista lista erros comuns
Por que sua vaga não fecha? Especialista lista erros

O mercado de trabalho brasileiro vive um momento inédito: a taxa de desemprego atingiu o menor patamar da série histórica do IBGE, um cenário que, em tese, deveria facilitar a recolocação profissional. No entanto, muitas empresas enfrentam dificuldades para preencher vagas abertas. Para especialistas, o problema não está nos candidatos, mas sim nos processos internos das organizações.

O gargalo está dentro de casa

Segundo a diretora de Pessoas & Cultura da Redarbor Brasil, empresa detentora do Infojobs, o atraso na contratação costuma ter origem interna, e não externa. “Com a oferta reduzida de talentos disponíveis, cada dia de espera significa perder um profissional qualificado para o concorrente”, afirma. Ela lista três erros frequentes que travam o fechamento de vagas.

Processo seletivo muito longo

Entrevistas em múltiplas etapas, testes extensos e burocracia excessiva fazem com que o candidato perca o interesse ou seja contratado por outra empresa. Em um mercado aquecido, a agilidade é essencial. O tempo médio ideal entre abertura e fechamento de uma vaga gira em torno de 30 dias, mas muitas organizações levam mais de 60.

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Exigências irreais

Pedir anos de experiência em tecnologias recentes ou combinar competências que raramente coexistem é outro erro comum. A diretora ressalta que “flexibilizar requisitos e investir em treinamento interno pode ser mais eficaz do que buscar o candidato perfeito que não existe”.

Falta de clareza na comunicação

A vaga é publicada com descrições vagas ou salários abaixo do mercado, gerando desinteresse. Além disso, o retorno lento ao candidato, mesmo para informar uma negativa, cria uma má reputação para a empresa. Em tempos de redes sociais, um processo mal conduzido rapidamente se espalha.

Impacto da baixa taxa de desemprego

Com a taxa de desemprego em 6,9% no trimestre encerrado em novembro de 2024, segundo o IBGE, a disputa por talentos se intensificou. Profissionais qualificados recem múltiplas propostas e tendem a aceitar a que oferece melhor experiência de contratação, não necessariamente o maior salário. A pesquisa “Panorama do Recrutamento 2024”, da Redarbor, mostrou que 78% dos candidatos afirmam que a agilidade no processo é um dos fatores decisivos.

Para a diretora, as empresas que não se adaptarem a essa nova realidade correm o risco de perder competitividade. “Corrigir esses erros não exige grandes investimentos, mas sim mudança de mentalidade”, conclui.

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